Maceió

Terça, 26 de agosto de 2008, 19h10 Atualizada às 01h06

AL: Solange Jurema acirra críticas a Cícero Almeida

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Bruno Soriano
Direto de Maceió

A candidata Solange Jurema (PSDB) acirrou os ataques ao atual prefeito e candidato à reeleição de Maceió, Cícero Almeida (PP), durante um debate promovido pela Federação do Comércio de Alagoas (Fecomércio) com os cinco candidatos.

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Solange alfinetou Almeida ao lembrar que ele disse ter apenas dois bens, no valor de R$ 382 mil. Ela garantiu que declarou tudo o que possui em seu nome (R$ 3,3 milhões, o maior patrimônio entre os prefeituráveis) à Justiça "por odiar hipocrisia". O progressista fugiu do confronto direto.

Os demais candidatos - Judson Cabral (PT), Manoel de Assis (PSTU) e Mário Agra (Psol) - criticaram o descredenciamento da Secretaria Municipal de Assistência Social, que deixou de receber recursos federais por não atender às exigências do Ministério do Desenvolvimento Social.

Em resposta, Almeida afirmou que, apesar da falha, a prefeitura investe e mantém os programas sociais. "Jogamos fora R$ 4 milhões por mês por causa de uma dívida feita por gestões passadas. Com este dinheiro, eu construiria cinco postos de saúde mensalmente". O candidato lembrou ainda que outras obras, como o eixo viário Vale do Reginaldo, prometem solucionar os problemas da falta de saneamento na parte baixa da cidade.

Críticas e propostas
O candidato Judson Cabral (PT), que explora a imagem do presidente Lula em sua campanha, defendeu o sistema de educação integral e melhorias do transporte público. "É inadmissível, em uma cidade como Maceió, depararmo-nos com uma arrecadação de R$ 2,5 bilhões em três anos e meio e vermos ser investido R$ 10 milhões por ano em propaganda. A questão é inverter as prioridades. Desse total, destinar apenas R$ 5 milhões ao social é muito pouco. Não podemos nos resumir ao canteiro de obras e ver mães e crianças embaixo de viadutos, pedindo esmolas", criticou.

Já Mário Agra (Psol) prometeu dar atenção especial à habitação, já que, segundo ele, 1.024 crianças estão nas ruas de Maceió e 134 mil pessoas sem moradia.

Manoel de Assis (PSTU) garantiu ter um projeto diferente e experiência suficiente para administrar a cidade. "Todas as administrações governaram para os ricos, o que não mais pode acontecer. Teremos um programa de governo voltado para a classe produtiva, ao assalariado", assegurou.

Para ele, a dívida pública, que representa um déficit anual aos cofres públicos de R$ 54 milhões, sufoca as finanças do município. "Vamos empregar este dinheiro em geração de emprego, saúde e educação. Nunca se fez uma auditoria desta despesa. E ela não foi feita pelo trabalhador. Por isso, quem deve pagá-la são os ricos, os usineiros desse Estado", finalizou.


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