Atualizada às 17h40
Hermano Freitas
Direto de São Paulo
Dos 1193 candidatos a vereador de São Paulo, até 16h30, 41 (aproximadamente 3,5%) assinaram a carta com compromissos de campanha e de governo propostas pelo movimento Nossa São Paulo junto com outras organizações que atuam na Câmara Municipal. Segundo a entidade, o partido que mais teve candidatos a vereador aderindo à carta é o PSDB, com sete adesões.
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Nesta manhã, o movimento promoveu encontro no Sesc Consolação para fazer um convite oficial para que os candidatos a vereador aderissem aos termos. Sessenta postulantes ao cargo legislativo compareceram. Além dos sete tucanos, assinaram a carta, até o momento, cinco candidatos do Psol, cinco do PV, quatro candidatos do Democratas, quatro do PT, três do PPS, PMN e PC do B com dois e PHS, PT do B, PCB, PR, PMDB, PSL e PSB têm um cada.
Entre os pontos principais da carta-compromisso estão o de fazer uma campanha eleitoral limpa, sem sujar a cidade com propaganda; mostrar transparência com declarações de financiamento de campanha e identificação da sigla do partido em todo o material do candidato; quando eleito, cumprir integralmente o mandato de quatro anos; permanecer no partido pelo qual foi eleito e publicar seus gastos. Além disso, a carta determina que o candidato garanta participação popular no processo legislativo e dê publicidade ao orçamento municipal.
Segundo o movimento Nossa São Paulo, a adesão à carta pôde ser feita imediatamente após o evento desta segunda-feira e também por meio do site. O movimento garante publicidade aos candidatos que assinarem a carta, por meio da publicação de seu nome na Internet.
Esquecimento
A baixa adesão dos candidatos não preocupa o coordenador da secretaria executiva do movimento Nossa São Paulo, Mauricio Proinizi. "Sou bastante otimista, esperava que viesse menos. Eles estão aqui para ouvir, e não falar. Se viessem 10, eu já estaria satisfeito", disse.
A escolha da Câmara como foco do compromisso é explicada por Ísis de Paula, do Instituto Ágora, pela credibilidade da instituição junto à sociedade. Segundo a entidade, pesquisa de janeiro deste ano realizada pelo Ibope indica que o legislativo municipal tem uma das piores avaliações pela população. "Queremos resgatar a condição de casa do povo à Câmara", diz Ísis.
Redação Terra