Atualizada às 13h09
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| Apenas 60 dos 1193 candidatos a vereador em São Paulo comparecem a evento |
| Hermano Freitas/Terra |
Hermano Freitas
Direto de São Paulo
O movimento Nossa São Paulo e outras entidades que atuam na Câmara Municipal promoveram nesta manhã um encontro no Sesc Consolação, em que o ponto alto foi um convite para que os candidatos a vereador assinem uma carta com compromissos de campanha e de governo. Segundo a organização do encontro, dos 1193 postulantes ao cargo legislativo, cerca de 60 compareceram.
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A baixa adesão dos candidatos não preocupou o coordenador da secretaria executiva do movimento Nossa São Paulo, Mauricio Proinizi: "sou bastante otimista, esperava que viesse menos. Eles estão aqui para ouvir, e não falar. Se viessem 10, eu já estaria satisfeito", disse ele.
A escolha da Câmara como foco do compromisso é explicada por Ísis de Paula, do Instituto Ágora, pela credibilidade da instituição junto à sociedade. Segundo a entidade, pesquisa de janeiro deste ano realizada pelo Ibope indica que o legislativo municipal tem uma das piores avaliações pela população. "Queremos resgatar a condição de casa do povo ao legislativo", diz Ísis.
Entre os pontos principais da carta-compromisso estão o de fazer uma campanha eleitoral limpa, sem sujar a cidade com propaganda; mostrar transparência com declarações de financiamento de campanha e identificação da sigla do partido em todo o material do candidato; quando eleito, cumprir integralmente o mandato de quatro anos; permanecer no partido pelo qual foi eleito e publicar seus gastos. Além disso, a carta determina que o candidato garanta participação popular no processo legislativo e dê publicidade ao orçamento municipal.
Segundo o movimento Nossa São Paulo, a adesão à carta pode ser feita imediatamente após o evento desta segunda-feira e também por meio do site. O movimento garante publicidade aos candidatos que assinarem a carta, por meio da publicação de seu nome na Internet.
Para Ísis de Paula, o candidato que não aderir à causa "deveria cair no esquecimento". "Achamos que se não assinarem a carta, há algum interesse além do mandato, que deve ser público", disse ela.
Especial para Terra