São Paulo (SP)

Domingo, 24 de agosto de 2008, 11h23 Atualizada às 11h31

Soninha Francine: vou infernizar quem for eleito

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Ivy Farias
Direto de São Paulo

A vereadora e candidata à prefeitura de São Paulo, Soninha Francine (PPS), afirmou que pretende continuar na política, mesmo se perder a eleição de 2008. "Sou muito exigente e vou 'infernizar' quem for eleito. Com a visibilidade que ganharei nesta campanha vou continuar acompanhando o trabalho da Câmara Municipal e o (a) novo (a) prefeito (a). Não prometeu academia pública? Não prometeu 42 km de Metrô? Vou ficar aqui para cobrar", criticou.

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A candidata disse ainda que não pretende se candidatar a nenhum cargo em 2010. "Não quero mais disputar as eleições, pois o cargo que mais gostaria de ocupar é no Executivo. Se não for eleita agora, poderei me candidatar daqui quatro anos".

Soninha, que começou a carreira política no PT, descarta a possibilidade de trabalhar no governo de Marta Suplicy, caso a candidata petista seja eleita. "Acho muito difícil ela me convidar, porque, já ainda no PT, nos tínhamos divergências e pessoas próximas a ela foram depor contra mim", explicou a vereadora em referência ao processo que respondeu por infidelidade partidária.

Eleita vereadora em 2004 pelo PT, a também apresentadora se filiou ao PPS em setembro de 2007, sob alegação que o ex-partido havia "mudado" e "abandonado os antigos princípios".

Ela também descartou integrar o governo tucano, caso Geraldo Alckmin (PSDB) se torne prefeito. "Acho difícil fazer parte de um governo tucano, porque fui oposição na Câmara", falou.

Pesquisas
Soninha acredita que cresceu mais nas pesquisas do que os 2% divulgados recentemente pelo instituto Datafolha. "Tenho certeza absoluta que represento mais de 2%. Fiz muita TV, mas agora o reconhecimento aumentou depois do debate na TV Bandeirantes. É o fenômeno da TV aberta", concluiu.


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