Atualizada às 03h13
Para muita gente, a campanha eleitoral começa de fato na próxima terça-feira, quando os candidatos a vereador e prefeito passam a ocupar duas vezes ao dia - fora as inserções avulsas durante a programação - as redes de TV aberta e as emissoras de rádio.
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Cientes de que a exposição na mídia eletrônica pode mudar o quadro de intenções de voto mostrado nas últimas pesquisas, os candidatos e seus marqueteiros prepararam suas estratégias.
"Todos esperam um horário eleitoral muito chato, vamos tentar não ser. Quero mostrar as propostas em termos visuais", antecipa Fernando Gabeira (PV), conhecido pela criatividade em suas campanhas anteriores.
O líder das pesquisas, Marcelo Crivella (PRB) se manterá fiel a seu estilo estudado de fazer campanha. Ele encomendou uma pesquisa em que uma série de mensagens foi transmitida a pessoas de várias idades e classes sociais, que contaram depois o que entenderam.
"Comunicação não é o que se diz, mas o que as pessoas entendem", justifica o senador, que sugeriu a inclusão de temas como planejamento familiar no programa.
Para Eduardo Paes (PMDB), o horário eleitoral será mais uma oportunidade de mostrar ao eleitor quem ele é. "Tenho mais tempo, vou contar a minha história política e falar dos meus projetos. É um espaço importante e decisivo na eleição", avalia.
Candidata apoiada pelo prefeito Cesar Maia, Solange Amaral (DEM) quer compensar a falta de propaganda da prefeitura na TV para divulgar as realizações do atual alcaide, muitas delas em parceria com ela própria, ex-secretária de habitação e ex-subprefeita da zona sul:
"Não reclamo de ser vidraça nesta eleição, mas vou mostrar que nem tudo de ruim que acontece na cidade é culpa da prefeitura", conta ela. "A TV é importante, porque mais de 30% ainda não escolheram o candidato."
Colado com Lula
Apostando no fator surpresa, Alessandro Molon (PT) vai colar sua imagem à do presidente Lula. "Vamos mostrar que o PT tem um candidato no Rio. Com certeza, a TV vai mudar todo esse cenário eleitoral", garante Molon, que credita sua baixa popularidade nas pesquisas ao desconhecimento do eleitor. "Nunca disputei eleição majoritária, sou o menos conhecido entre todos."
Enquanto o petista exibirá depoimentos dos ministros Tarso Genro (Justiça), Carlos Minc (Meio Ambiente), entre outros, o candidato do PSOL, Chico Alencar, vai cortar um dobrado para dar seu recado em 57 segundos. "Às vezes, o candidato tem cinco minutos e nada a dizer. O programa acaba ficando enfadonho. O meu vai encantar os eleitores aposta."
Paulo Ramos (PDT) pretende dar ênfase à história de seu partido e à sua própria. "Nós temos o que mostrar. Como dizia Leonel Brizola (1922-2004, ex-presidente nacional do partido), viemos de longe."
Adepta do fator surpresa, Jandira Feghali (PCdoB) preferiu não adiantar nada sobre seu programa.
JB Online