Rio de Janeiro (RJ)

Domingo, 17 de agosto de 2008, 03h13 Atualizada às 03h13

Rio: candidatos apostam na propaganda eleitoral

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Para muita gente, a campanha eleitoral começa de fato na próxima terça-feira, quando os candidatos a vereador e prefeito passam a ocupar duas vezes ao dia ­- fora as inserções avulsas durante a programação -­ as redes de TV aberta e as emissoras de rádio.

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Cientes de que a exposição na mídia eletrônica pode mudar o quadro de intenções de voto mostrado nas últimas pesquisas, os candidatos e seus marqueteiros prepararam suas estratégias.

­"Todos esperam um horário eleitoral muito chato, vamos tentar não ser. Quero mostrar as propostas em termos visuais",­ antecipa Fernando Gabeira (PV), conhecido pela criatividade em suas campanhas anteriores.

O líder das pesquisas, Marcelo Crivella (PRB) se manterá fiel a seu estilo estudado de fazer campanha. Ele encomendou uma pesquisa em que uma série de mensagens foi transmitida a pessoas de várias idades e classes sociais, que contaram depois o que entenderam.

"Comunicação não é o que se diz, mas o que as pessoas entendem", justifica o senador, que sugeriu a inclusão de temas como planejamento familiar no programa.

Para Eduardo Paes (PMDB), o horário eleitoral será mais uma oportunidade de mostrar ao eleitor quem ele é. "Tenho mais tempo, vou contar a minha história política e falar dos meus projetos. É um espaço importante e decisivo na eleição",­ avalia.

Candidata apoiada pelo prefeito Cesar Maia, Solange Amaral (DEM) quer compensar a falta de propaganda da prefeitura na TV para divulgar as realizações do atual alcaide, muitas delas em parceria com ela própria, ex-secretária de habitação e ex-subprefeita da zona sul:

"Não reclamo de ser vidraça nesta eleição, mas vou mostrar que nem tudo de ruim que acontece na cidade é culpa da prefeitura",­ conta ela. "A TV é importante, porque mais de 30% ainda não escolheram o candidato."

Colado com Lula
Apostando no fator surpresa, Alessandro Molon (PT) vai colar sua imagem à do presidente Lula. "Vamos mostrar que o PT tem um candidato no Rio. Com certeza, a TV vai mudar todo esse cenário eleitoral",­ garante Molon, que credita sua baixa popularidade nas pesquisas ao desconhecimento do eleitor. ­"Nunca disputei eleição majoritária, sou o menos conhecido entre todos."

Enquanto o petista exibirá depoimentos dos ministros Tarso Genro (Justiça), Carlos Minc (Meio Ambiente), entre outros, o candidato do PSOL, Chico Alencar, vai cortar um dobrado para dar seu recado em 57 segundos. ­"Às vezes, o candidato tem cinco minutos e nada a dizer. O programa acaba ficando enfadonho. O meu vai encantar os eleitores ­ aposta."

Paulo Ramos (PDT) pretende dar ênfase à história de seu partido e à sua própria. "Nós temos o que mostrar. Como dizia Leonel Brizola (1922-2004, ex-presidente nacional do partido), viemos de longe."

Adepta do fator surpresa, Jandira Feghali (PCdoB) preferiu não adiantar nada sobre seu programa.


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