Atualizada às 00h08
O candidato à prefeitura do Rio de Janeiro Marcelo Crivella (PRB) disse que as obras realizadas no Morro da Providência foram financiadas com dinheiro da União e não com verba de emenda parlamentar. "A obra é do governo federal, o presidente Lula, a ministra (da Casa Civil) Dilma (Rousseff) e o ministro (das Cidades) Carlos Fortes acharam uma obra importante e incluíram no PAC", disse o candidato se referindo ao fato de ter sido citado no relatório da subcomissão especial para investigar o envolvimento de oficiais do Exército na morte de três jovens no morro.
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De acordo com o relator da subcomissão, o deputado federal Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ), desde o início das investigações ficou clara a motivação eleitoral da presença do Exército e a vinculação com Marcelo Crivella.
Crivella rebateu as acusações dizendo que "fazer um relatório como esse no momento eleitoral pode dar a impressão de conflito de interesses", se referindo ao fato de Biscaia apoiar a candidatura de Alessandro Molon (PT) à prefeitura do Rio de Janeiro.
Molon diz que as obras não fazem parte do PAC. "Ele qfez questão de dar o nome dele: Cimento Social, com intuito de uso eleitoral. A pessoa mas ingênua do Brasil sabe disso", disse.
A assessoria de imprensa de Molon diz que Biscaia não trabalha na campanha do petista. "Ele foi convidado para fazer parte do comitê financeiro, mas não aceitou porque tinha que cumprir sua agenda de parlamentar", explicou a assessoria.
De acordo com a assessoria de imprensa de Crivella a bancada do Rio de Janeiro apresentou emenda parlamentar para a realização da segunda fase das obras, mas como houve embargo, a verba de R$ 20 milhões não foi liberada.
Onze militares são acusados de entregar três jovens do morro da Providência a traficantes de facção rival no morro da Mineira. Os rapazes apareceram mortos no dia seguinte.
Redação Terra