Atualizada às 07h50
Yala Sena
Direto de Teresina
Os vereadores de Parnaíba, no Piauí, aprovaram requerimento em que suspenderam as sessões ordinárias na Câmara durante as eleições municipais. A decisão gerou polêmica na cidade, que é o segundo maior colégio eleitoral do Estado, e pode parar na Justiça. Dos 11 vereadores do município, nove concorrem à reeleição.
» São Luiz: 21 vereadores trabalham pela reeleição
» vc repórter: mande fotos e notícias
O vereador Iweltman Mendes (PSDB) anunciou que vai entrar com ação na Justiça pedindo a abertura da Câmara de Parnaíba. "É uma decisão absurda. Só fecharam Câmara no Estado Novo. Estão querendo é calar a boca da oposição", afirmou.
O presidente da Câmara, Carlos Alberto Santos (PTB), admite que o órgão esteja de recesso, mas os vereadores estão de "sobreaviso", caso precise de convocação. Ele atribui o "recesso branco" à campanha eleitoral, já que dos 11 parlamentares, nove querem se reeleger.
"Isso não quer dizer que a Câmara está fechada. Não existe nenhum projeto do poder Executivo ou nem de prioridade dos vereadores, mas tão logo necessite convocaremos seja sábado, domingo ou feriado", afirmou Carlos Alberto.
Mesmo sem trabalhar, os parlamentares continuam recebendo o salário mensal de R$ 5,5 mil. O vereador Iweltman Mendes disse que pedirá à Justiça que a Câmara Municipal cumpra o regimento interno e a Lei Orgânica do Município.
"A sede do poder legislativo tem que funcionar do dia 1º a 15 de cada mês, como manda a lei. Como vamos aprovar projetos, reclamar na tribuna? Quero lembrar que nenhum projeto foi aprovado desde o início do ano legislativo", disse o vereador.
Vergonhosa
Para o senador Mão Santa (PMDB), que está em Parnaíba, sua terra natal, a situação é "vergonhosa". "Fechar a Câmara é um fato inédito na cidade. Estão queremos é calar a oposição", afirmou o senador que está em campanha para eleger a sua mulher Adalgisa Moraes Souza como prefeita de Parnaíba.
Redação Terra