Rio de Janeiro (RJ)

Quarta, 13 de agosto de 2008, 15h06 Atualizada às 15h06

Rio: César Maia acusa Paes de apoiar milícias

  • Notícias

Ernani Alves
Direto do Rio de Janeiro

O prefeito do Rio de Janeiro, César Maia (DEM), acusou o candidato do PMDB à sua sucessão, Eduardo Paes, de defender a expansão de milícias nas favelas cariocas. Maia citou um vídeo que circula na web onde Paes defenderia a atuação das milícias.

» vc repórter: mande fotos e notícias

"Ele, na eleição passada, tem um ano e meio, (estava) dizendo que a solução para a segurança pública no Rio de Janeiro é a polícia mineira. É isso que o Dudu (Eduardo Paes) diz que a polícia mineira (ou milícia) é a solução para o Rio de Janeiro. Por isso que agora é conhecido como Dudu Milícia. Ontem, no Jornal do Brasil, a Solange (Amaral, candidata à prefeitura pelo DEM) foi lá e as pessoas estavam dizendo: e o Dudu Milícia, o Dudu Milícia?", destacou Maia.

Paes respondeu à declaração: "eu vou continuar fazendo a campanha do jeito que venho fazendo. Vou continuar debatendo os problemas da cidade. Não vou perder tempo comentando críticas de adversário".

Maia afirmou ainda que em um vídeo no YouTube Eduardo Paes defende os milicianos durante uma entrevista à TV Globo. "É um deputado federal de dois mandatos. Foi candidato a governador. Não sabe de nada? É um menino bobo, mal informado? Então não pode ser candidato a prefeito. Ele está no partido certo. Ele está no PMDB. Foi um partido que teve seus candidatos promovidos pela milícia (nas últimas eleições)", atacou.

César Maia também criticou o fato do PMDB não ter aberto uma sindicância para avaliar a situação dos integrantes do partido suspeitos de envolvimento com crimes, como o DEM que expulsou o deputado estadual Natalino Guimarães, acusado de liderar a milícia Liga da Justiça, na zona oeste da capital fluminense.

O prefeito se disse "chocado" com as recentes notícias de que três importantes nomes peemedebistas estariam envolvidos com irregularidades: o deputado estadual cassado e ex-chefe da Polícia Civil Álvaro Lins e os ex-secretários estaduais da Saúde, Gilson Cantarino, e do Trabalho e Renda, Marco Antônio Lucidi.

Lins é acusado de utilizar a estrutura da Polícia Civil para cobrar propina de empresários e bicheiros com objetivo de facilitar atividades ilegais. Já os dois ex-secretários teriam montado um esquema para desviar R$ 50 milhões da Secretaria de Saúde. As supostas irregularidades ocorreram na gestão dos ex-governadores Anthony Garotinho e Rosinha Matheus.

Maia participou nesta manhã da cerimônia de entrega de 50 novos equipamentos para a Companhia de Limpeza Urbana (Comlurb).


Redação Terra