São Paulo (SP)

Segunda, 11 de agosto de 2008, 13h29 Atualizada às 15h38

Maluf critica apoios políticos em eleições

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Paulo Maluf visitou o comércio da região durante caminhada na rua Santa Efigênia
Paulo Maluf visitou o comércio da região durante caminhada na rua Santa Efigênia
Ivy Farias/Terra

Ivy Farias
Direto de São Paulo

O candidato à prefeitura de São Paulo Paulo Maluf (PP) criticou nesta manhã, os candidatos que contam com apoio político nestas eleições, após caminhar pela rua Santa Efigênia, no centro da capital. "Quem tem padrinho político é porque não consegue fazer sozinho", alfinetou o candidato. Segundo Maluf, todo padrinho político cobra o seu preço."Quanto você acha que custa um apoio político?" disse ele.

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O ex-prefeito afirmou que todos os apoios têm um motivo. "Por que alguém apóia outro alguém? Tem que ter uma razão para esta reciprocidade."

Maluf, que se define como candidato independente, fez campanha por cerca de uma hora sozinho, sem a presença de sua vice, Aline Corrêa, ou de candidatos a vereador, sendo seguido apenas por seus assessores. "Ao continuar sem padrinhos, eu reafirmo meu compromisso com o povo".

Celebridade
Durante o trajeto, Maluf foi abordado por cerca de 20 pessoas, que pediam para tirar fotos com seus celulares. Ao ser questionado se estava mais para celebridade do que para político, ele respondeu que era apenas um trabalhador. "Não sou um rockstar. Acordo cedo e durmo tarde, e o povo gosta disso", desconversou.

"Vou até onde Deus deixar"
Maluf, que está prestes a fazer 77 anos, tem 40 anos de vida pública e de acordo com as suas próprias estatísticas, participou de 20 campanhas políticas. "Vou continuar trabalhando enquanto Deus permitir", afirmou.

O político mais velho na disputa pelo cargo de prefeito da maior cidade do Brasil afirmou que não tem problemas em fazer campanha. "Tenho uma boa saúde e muita disposição. A vida é trabalho, não preciso me aposentar", explicou.

Maluf falou ainda que trabalha muito na época de campanha. "Meu dia teria de ter 40 horas para fazer tudo o que preciso".

Secretariado "será de fazer inveja"
O ex-prefeito disse aos jornalistas que o seu secretariado na prefeitura será de fazer inveja a qualquer ministério. "Trarei profissionais competentes e professores de universidades para formar minha equipe".

O candidato desconversou ao ser questionado se pretendia fazer alianças com o governador José Serra e o presidente Luís Inácio Lula da Silva. "Comigo estarão as pessoas que realmente querem trabalhar."

Plano de governo popular
O candidato explicou que faz o seu plano de governo baseado nas reclamações das pessoas. "Campanha política é uma forma de fazer pesquisa. O povo me dá idéias do que fazer pela cidade e eu vou aprimorando."

Conforme Maluf, as maiores reclamações são referentes à saúde e à segurança, mas há quem proponha algo diferente. "Hoje, o comerciante me deu idéia para revitalizar o centro", falou.

Durante o trajeto para o seu comitê, o candidato foi abordado por um taxista. Como estava no banco de trás de seu carro, e as janelas não abriam, Maluf abriu a porta para ouvir o que o motorista tinha a dizer. "Dr. Paulo, eu pago 120 reais por dia para rodar com o meu táxi, o senhor tem que fazer alguma coisa", disse o taxista. "Pode deixar que eu protejo você", falou o candidato.

Gravações adiantadas
Durante a caminhada que fez pelas ruas do centro esta manhã, Maluf foi seguido por uma equipe própria, que gravava o seu programa para o horário eleitoral gratuito.

O câmera e um repórter abordavam as pessoas que conversavam com o candidato. "Posso gravar o seu depoimento? O senhor autoriza transmitir?", perguntavam eles.

Durante as gravações, a equipe de Maluf perguntava aos eleitores quem poderia melhor administrar a cidade. "Do que São Paulo precisa: de um anestesista, de uma sexóloga ou de um engenheiro?" questionou.

A reposta, entretanto, foi nenhuma das alternativas anteriores. "São Paulo precisa é de um ser humano. Pode ser ginecologista, médico, qualquer coisa, desde que tenha preocupação com o próximo", disse um eleitor.


Redação Terra