Campo Grande (MS)

Sábado, 9 de agosto de 2008, 10h05 Atualizada às 10h05

Campo Grande: campanha terá lideranças nacionais

  • Notícias

Alvaro Marzochi
Direto de Campo Grande

Os candidatos a prefeito de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, irão recorrer às principais lideranças dos partidos para reforçar a campanha eleitoral no rádio e na televisão. A partir do dia 19 de agosto, quando as propostas começam a ser apresentadas na mídia, Eduardo Suplicy, Heloísa Helena, Dilma Roussef e André Puccinelli são alguns dos nomes que engrossarão o coro dos postulantes.

» Psol abrirá propaganda eleitoral em Campo Grande
» Trad terá 18 dos 30 min. do horário eleitoral
» MS: candidatos prevêem gastar R$ 14,2 mi
» vc repórter: mande fotos e notícias

O atual prefeito e candidato à reeleição, Nelson Trad Filho (PMDB), terá a maior fatia no rádio e na televisão. Serão 18 minutos do total de meia hora diária disponível, resultantes da coligação composta pelos 19 partidos que o apóiam. (PRB, PR, PDT, PP, PSB, PSDB, DEM, PV, PTN, PRP, PTC, PSC, PTdoB, PRTB, PTB, PHS, PSDC, PCB e PPS).

Para ajudar a preencher todo esse tempo já estão confirmadas as presenças do atual governador do Estado, André Puccinelli, e do próprio pai de Nelsinho, o deputado federal Nelson Trad.

O espaço para outras lideranças ou aliados também está garantido. Nelsinho também será o único a contar com marqueteiro: Chico Santa Rita.

Sem Lula
Pedro Teruel, candidato pelo Partido dos Trabalhadores (PT) e principal opositor de Nelsinho, conta com um amplo leque de inserções de apoio durante os cinco minutos e 44 segundos que terá no horário eleitoral. Além de nomes locais, como do senador Delcídio do Amaral e do ex-governador Zeca do PT, também estão previstas as participações dos ministros Paulo Bernardo e Dilma Roussef, do senador Eduardo Suplicy e do deputado federal Arlindo Chinaglia.

Na esfera nacional, o PMDB compõe a base aliada do PT, diferentemente do que acontece em Mato Grosso do Sul, onde são inimigos históricos. Isso fez com que a coligação "Com Lula e a Força do Povo", composta também pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e o Partido Social Liberal (PSL), ficasse sem sua principal estrela. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já avisou que ficará de fora pelo menos do primeiro turno das campanhas municipais.

Desta vez o PT também mudou o estilo do marketing de campanha no Estado. Ao contrário de eleições passadas, quando a função coube a João Santana, que fez também a reeleição do presidente Lula, o "marqueteiro" da vez é um coletivo formado por pessoas do próprio partido.

Pequenos
O Partido Socialismo e Liberdade (Psol) ocupará dois minutos e sete segundos no horário eleitoral. Para tentar chegar à prefeitura, Henrique Martini irá contar com a imagem e a voz da ex-senadora Heloísa Helena e do ex-deputado federal Plínio de Arruda Sampaio, conhecidos em todo país.

O Partido da Mobilização Nacional (PMN), que conta com o mesmo tempo do Psol, afirmou que irá manter o foco nas propostas e projetos. Mesmo assim, a candidata Iara Costa terá o apoio no rádio, na televisão e também nos comícios, do vice-governador do Amazonas, Omar Aziz, e da deputada estadual do Espírito Santo, Janete de Sá.

Já o candidato Suel Ferranti, do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), utilizará seus dois minutos para identificar problemas e sugerir propostas. A participação de lideranças nacionais não é o foco devido ao alto custo para trazê-las.


Redação Terra