O candidato a prefeito do Rio Marcelo Crivella (PRB) passou a manhã de ontem em Jacarepaguá, zona oeste do Rio, onde fez carreata e caminhou com o vereador e candidato à reeleição Luiz André Deco (PR), investigado pela Secretaria de Segurança por ligações com milícias na Praça Seca. Após quase duas horas de caminhada pelas comunidades Bateau Mouche, Mato Alto e Chacrinha, onde Deco tem centro social que presta serviços de saúde, Crivella definiu o vereador como "uma das pessoas que iluminam as trevas".
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» Leia mais notícias do jornal O DiaSobre as investigações do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que apontam a Praça Seca como uma região "conflagrada" pelas milícias, Crivella afirmou: "se existem currais eleitorais, devem ser desmantelados. Isso é do tempo dos coronéis, e é diferente do que ocorre em certas áreas onde as pessoas têm preferência por algum candidato que as representa de forma legítima".
O senador também afastou a hipótese de clientelismo em casos como o de Deco: "a troca de dinheiro por votos é clientelismo, mas a troca por serviços não é. Faz parte do mandato", afirmou. O senador classificou como evolução na política municipal a figura do "vereador comunitário", segundo ele, um político que faz pelas pessoas na hora o que o Legislativo não consegue com a demora na votação de projetos.
Deco, que teve 5.348 votos na Chacrinha em 2004 e assumiu em 2007 como suplente da hoje deputada Senhorita Sueli (Prona), defendeu-se: "não faço parte de milícia e não conheço ninguém que faça. Meu voto é o da gratidão, ajudo a levar para o hospital ou arrumar vaga na escola. Não distribuo presentes, vou às casas".
O Dia