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Quinta, 24 de julho de 2008, 00h45

Rio: Molon quer triplicar nº de Conselhos Tutelares

O candidato do PT à prefeitura do Rio de Janeiro, Alessandro Molon, prometeu ontem aumentar de 10 para 30 o número de Conselhos Tutelares na cidade e dar autonomia a eles. "Não é possível um Conselho Tutelar não ter um carro para resolver seus problemas. Essa é a prova do descompromisso dessa prefeitura com os Conselhos Tutelares", disse. Ele deu a declaração em debate de que também participou o candidato do Psol, Chico Alencar.

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O petista disse que, se eleito, vai transformar a cidade do Rio de Janeiro em uma cidade segura em todos os sentidos. "Queremos trazer segurança no sentido mais amplo da palavra. Cidade segura não é aquela em que pessoas morrem por uma picada de mosquito. Cidade segura não é aquela que um idoso cai em um buraco deixado por uma obra pública. Uma cidade segura é uma cidade com projeto de inclusão social", afirmou.

O debate, que teve como tema os rumos da assistência e do desenvolvimento social no município, foi promovido pela Federação de Instituições Beneficentes (FIB). A candidata Jandira Feghalli (PC do B) não compareceu.

Molon se comprometeu a implantar políticas públicas em todas as secretarias de governo, especialmente as de Trabalho, Habitação e Saúde, para promover a inclusão social. "A missão de desenvolver a inclusão social não é exclusividade da Secretaria de Assistência Social. É um trabalho de todas as secretarias", disse.

Como exemplo, o candidato citou a última epidemia de dengue na cidade, que ficou exclusivamente a cargo da Secretaria de Saúde. Para Molon, nem mesmo essa secretaria assumiu a responsabilidade na crise.

O candidato voltou a afirmar que sua relação com os movimentos sociais será na base do diálogo. "Primeiramente temos que parar de tratar partes da cidade como guetos. Pego o exemplo de Medellín, na Colômbia, que construiu uma grande biblioteca dentro da favela para incluir a cidade com a favela e a favela com a cidade", disse.

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