Manaus (AM)

Terça, 22 de julho de 2008, 22h24 Atualizada às 00h03

AM: candidato com 'ficha suja' explica processos

  • Notícias

Arnoldo Santos
Direto de Manaus

O candidato à prefeitura de Manaus (AM) pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), Amazonino Mendes, citado pela Associação dos Magistrados do Brasil (AMB) como um dos políticos com "ficha suja" que concorrem a um cargo majoritário nas eleições de outubro, expediu nota, por intermédio de sua assessoria, confirmando que "foram abertos quatro procedimentos processuais contra o candidato, sendo dois no âmbito da Justiça Federal e dois na esfera da Justiça Estadual". A nota diz ainda que "dois processos foram alvos de arquivamento e de um (Amazonino) foi absolvido. O quarto processo sequer foi oferecida a denúncia", completa a nota.

» Maluf: juiz não deve se meter em política
» AMB: 15 candidatos têm 'ficha suja'

Em 1997, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) abriu inquérito para apurar o suposto envolvimento do então governador do Amazonas, Amazonino Mendes, em crimes previstos de improbidade administrativa e fraudes em licitações.

A denúncia foi feita pelo Ministério Público Federal. A ação resultou das denúncias feitas, em 1997, pelo empresário Fernando Bonfim, que se dizia "testa de ferro de Amazonino" na direção da empreiteira Econcel, que teria recebido do governo do Estado mais de R$ 50 milhões.

Entre as obras suspeitas de fraude e superfaturamento, estavam a reforma de um posto de fiscalização da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e a recuperação do estádio Vivaldo Lima. A denúncia foi recusada pelo STJ, mas virou alvo de inquérito com uma nova ação, movida em 2007 pelo Ministério Público Federal na 2ª Vara Federal.

Amazonino aparece como réu juntamente com outros quatro acusados por crimes contra o sistema financeiro nacional e contra a ordem tributária. A ação foi concluída ontem e espera a decisão do juiz federal Márcio Luiz Coêlho de Freitas.

A nota critica também o Ministério Público Eleitoral (MPE), dizendo que "a regra que o MPE está tentando aplicar é a mesma que era vigente à época da ditadura militar".


Redação Terra