
Bruno de Castro
Direto de Fortaleza
Na inauguração do Espaço Cultural Circuladô nesta sexta-feira, local criado para a realização de atos públicos de campanha, a candidata à reeleição como prefeita de Fortaleza (CE), Luizianne Lins (PT), disse que não vai ceder às provocações de seus adversários nem pretende rebater as acusações de que, na sua primeira gestão, pouco foi produzido em prol da cidade.
A petista informou que tem tanto para dizer ao eleitorado e tanto para fazer pela população, que não vai baixar o nível da campanha nem bater boca com discordantes de sua administração. "Os opositores ficaram com raiva, porque a gente está fazendo uma série de obras. Eles achavam que íamos para a reeleição sem levantar nada, mas se enganaram. Fortaleza se transformou num canteiro", afirmou.
Entretanto, ela alfinetou o Partido Democrático Trabalhista (PDT), que defende a candidatura de Patrícia Saboya em parceria com o PTB e o PSDB e afirmou, através de seu presidente estadual, André Figueiredo, que o Partido dos Trabalhadores não tem competência para definir o nome de um vice nem para gerir uma capital. "Eles têm que cuidar do vice deles, que está sendo acusado de improbidade administrativa, e não se preocupar com o meu", disse.
Em seguida, se referiu ao apoio dos tucanos à postulação de Patrícia. Segundo Lins, esses mesmos políticos foram responsáveis por 20 anos de uma administração neoliberal que deixou Fortaleza deteriorada e com má distribuição de renda. "Existem dois tipos de pessoas: aquelas que falam e fazem e aquelas que falam e não fazem nada", afirmou.
Tentando driblar o microfone falho, Luizianne disse que o resultado da primeira pesquisa de intenção de voto, divulgado essa semana, não a assusta. O estudo indicou que ela está segundo lugar, atrás de Moroni Torgan (DEM). "Na eleição passada, começamos com 2% e ganhamos. Hoje, temos em 26%. Então, partimos com dez vezes mais", contabilizou, complementando que, num eventual segundo turno, não tem preferência por nenhum dos demais concorrentes.
Atrasada cerca de duas horas, a petista contou com o apoio de correligionários e parceiros de coligação para que o público fosse distraído e não percebesse que alguns detalhes como o som e a iluminação estavam sendo ajustados minutos antes de ela se pronunciar.
A prefeiturável falou pouco, apenas 15 minutos. O público, cotado em duas mil pessoas e que não passou de 600, era, em sua maioria, composto por militantes ligados a campanhas de candidatos a vereador e não à postulação da atual prefeita. Mais uma vez, o governador do Estado, Cid Gomes (PSB), que é da base de apoio de Luizianne, não compareceu a uma atividade da petista e enviou como representante seu vice, Francisco Pinheiro (PT), e o secretário de Cultura, Auto Filho.
Redação Terra
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