
Atualizada às 15h40 A candidata Jandira Feghali prometeu revogar o decreto que proíbe a circulação de caminhões em determinados horários e vias da cidade, que entrou em vigor em maio deste ano. A postulante do PCdoB à prefeitura fez a promessa durante um encontro com representantes do Sindicato dos Transportadores de Cargas do Rio de Janeiro (Sindicarga) e da Federação dos Transportes de Carga do Rio de Janeiro (Fetranscarga), na sede das entidades, na Penha. Jandira disse que fará um estudo para avaliar a situação do setor, cujo resultado dará a base da nova regulamentação que passará a valer no seu governo.
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"Acho que este decreto cai na Justiça antes (de o novo prefeito assumir). Mas se for eleita, vou suspender a vigência do decreto. Vamos pensar um planejamento no período de transição. Temos que assumir o governo com uma nova regulamentação para o setor já pronta", prometeu Jandira, que foi chamada pelo presidente do Sindicarga Cézar Holanda de "madrinha do setor de cargas".
Durante o encontro, Jandira ouviu os argumentos dos presidentes das entidades contra o decreto da prefeitura, que proíbe o tráfego de veículos pesados e as operações de carga e descarga nos dias úteis, das 6h às 10h e das 17h às 20h, no chamado polígono de segurança, delimitado pela orla e pelas principais vias da zonas Sul, Norte, Oeste e subúrbio.
Cézar Holanda disse que as empresas tiveram apenas cinco dias para se adaptar às novas regras. Segundo Holanda, não é o transporte de carga a causa dos engarrafamentos na cidade e, sim, os veículos de transporte de massa. A alegação veio acompanhada da foto de um congestionamento onde havia muitos ônibus e nenhum caminhão.
"Este decreto provocou um aumento de 15% nos custos do frete, custo que as empresas vão ter que repassar para o cliente", disse Holanda.
A candidata se comprometeu ouvir o setor para criar a nova regulamentação. Criticou Cesar Maia por ter imposto o decreto sem ter promovido debates com as partes interessadas. Comparou a lei que proibiu a circulação de caminhões à licitação das linhas de ônibus.
"Não há um estudo, nenhuma base científica para justificar como essa licitação foi feita", criticou Jandira, ressaltando que há situações que devem ser levadas em consideração na nova lei. "Os produtos hortifruiti, por exemplo, são colhidos num dia e têm que ser entregues naquele dia. A alface pode estragar", ponderou.
A melhoria do trânsito, no entanto, foi percebida e elogiada por motoristas e passageiros que costumam circular pelas vias no horário em que estão proibidas aos caminhões. Segundo levantamento da Coordenadoria de Vias Especiais da Prefeitura, assim que o decreto passou a vigorar, a velocidade dos veículos na avenida Perimetral, um dos pontos mais complicados no tráfego do Rio, chegou a 60 km/h, quando a velocidade normal é de 20 km/h.
JB Online
18h47 » CORREÇÃO: TSE: tropas podem atuar em toda a cidade do Rio