Goiânia (GO)

Segunda, 7 de julho de 2008, 20h22 Atualizada às 20h22

Iris Rezende tenta reeleição em Goiânia

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Vinicius Jorge Sassine
Direto de Goiânia

As convenções dos partidos foram o termômetro real da disputa pela prefeitura de Goiânia (GO). No Centro de Convenções da capital, militantes do PMDB e do PT confirmaram em meio a muito barulho e foguetório a candidatura à reeleição do prefeito Iris Rezende, peemedebista que terá como vice na disputa o petista Paulo Garcia. Em meio a discursos que mencionavam a necessidade de "reação" e "motivação", a esvaziada convenção do PP, no plenário da Câmara de Goiânia, confirmou a candidatura do deputado federal Sandes Júnior, lançada pelo governador do Estado, Alcides Rodrigues, maior liderança do PP em Goiás.

A prefeitura da capital goiana é disputada ainda por mais dois candidatos. O PPS confirmou em convenção a candidatura de Gilvane Felipe, ex-superintendente do Sebrae em Goiás. A situação do candidato resume as dificuldades de composição de forças políticas na disputa eleitoral deste ano. Quem preside o diretório regional do PPS é Linda Monteiro, que ocupa a pasta de Cultura no governo de Alcides Rodrigues. O candidato do PPS, portanto, partido que integra o primeiro escalão do governo, rivaliza com o candidato lançado pelo governador. Como alternativa de esquerda, o Psol lançou Martiniano Cavalcante.

As quatro candidaturas foram registradas até o último domingo no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), em Goiânia. Iris Rezende e Sandes Júnior deixaram para o último dia o registro oficial como candidatos. Somente os dois devem gastar R$ 21,7 milhões na campanha, conforme a expectativa de gastos apresentada à Justiça Eleitoral. Mesmo com coligações bem menores, Gilvane Felipe e Martiniano Cavalcante também pretendem injetar uma quantia elevada de recursos na busca por votos: R$ 3 milhões cada um.

O prefeito Iris Rezende aparece em primeiro lugar em todas as pesquisas de intenção de voto realizadas até agora. O favoritismo foi determinante na composição da disputa. Iris aproveitou o prazo legal para acelerar a inauguração de obras. Eleitoralmente, o PMDB buscou para a coligação o apoio do PT. Sucessivas reuniões do partido tentaram contornar os evidentes rachas e divergências entre as diferentes alas. Prevaleceu a decisão pela composição com Iris, adversário histórico do PT em disputas eleitorais anteriores.

O ex-deputado estadual Paulo Garcia, que pertence à ala moderada do PT, foi escolhido para vice. Na convenção realizada no domingo, uma tímida manifestação do partido - os poucos militantes passaram quase despercebidos em meio às centenas de cabos eleitorais contratados pelo PMDB e partidos nanicos - endossou a parceria. Algumas das principais lideranças petistas em Goiás não compareceram à convenção, como o ex-prefeito Pedro Wilson, derrotado por Iris Rezende em 2004, quando tentava a reeleição. O PCdoB, outro tradicional oposicionista de Iris, compõe a coligação.

A principal chapa que faz oposição à reeleição do atual prefeito definiu como entrará na disputa no último instante. O PP fez sua convenção com os partidos nanicos no dia 29 de junho, sem militância e sem barulho. Principal aliado dos pepistas, o PSDB só realizou sua convenção no dia seguinte, quando oficializou o apoio a Sandes.


Redação Terra