João Pessoa (PB)

Segunda, 7 de julho de 2008, 19h48 Atualizada às 19h48

Disputa em João Pessoa terá seis candidatos

  • Notícias

Suetoni Souto Maior
Direto de João Pessoa

A disputa pela prefeitura de João Pessoa (PB) terá seis candidatos este ano. Os nomes foram definidos após uma série de desencontros, marcada por rompimentos de alianças e abandono de candidaturas lançadas anteriormente. O resultado do vaivém dos partidos foi a homologação da candidatura do atual prefeito à reeleição, Ricardo Coutinho (PSB), com o maior número de partidos aliados - PSB e outros 15. Coutinho, que é o presidente do partido no Estado, terá como vice na chapa majoritária o arquiteto Luciano Agra, que integra a mesma legenda.

As legendas que darão sustentação ao socialista na disputa são PPS, PSC, PCB, PT, PTB, PCdoB, PRP, PTC, PV, PSB, PP, PTdoB, PRTB, PRB, PMDB e PSL. O Partido Social Liberal foi o último a aderir à coligação para a reeleição do atual prefeito.

O PSL, inclusive, havia lançado candidatura própria há cerca de duas semanas, com o nome do advogado José Mariz encabeçando a chapa majoritária. Na convenção do partido, no entanto, convencido pelo presidente estadual da legenda, o ex-deputado Tião Gomes, ele decidiu abandonar a candidatura, permitindo, com isso, a ligação da legenda com o PSB.

A segunda coligação em número de partidos aliados é a que dá sustentação à candidatura do deputado estadual João Gonçalves (PSDB), que terá como vice o deputado estadual Aníbal Marcolino (PDT). A convenção tucana ocorrida no dia 29 de junho definiu a coligação de PSDB, PDT, Democratas e PSDC. Antes disso, PDT e PSDC eram aliados de Ricardo Coutinho.

A coligação entre as legendas ocorreu em meio a um intenso trabalho de bastidores, que teve o senador licenciado Cícero Lucena, presidente estadual do PSDB, como principal articulador. Os novos apoios encheram Gonçalves de esperanças para a disputa das eleições de outubro.

"Tendo Deus e o povo do nosso lado, tudo pode acontecer", disse o candidato ao final da convenção.

O professor Francisco Barreto (PTN) vai encabeçar a chapa majoritária da coligação formada por PTN, PMN e PR. O vice na chapa proporcional ficará a carga de Antônio Barbosa Bala (PMN). O grupo já definiu o slogan da campanha, que será "João Pessoa de mãos limpas". "Nossa proposta não é ser uma terceira via, mas a melhor via para a capital paraibana", ressaltou.

O primeiro a definir a coligação para as eleições deste ano, em João Pessoa, foi o Psol, que fechou posição com o PSTU para a composição da chapa proporcional. A disputa será encabeçada pelo professor Marcos Dias, que terá como vice Marcelino Rodrigues, do PSTU. A definição da coligação ocorreu no dia 21 de junho, durante convenção realizada na Câmara Municipal.

O PHS terá o professor José Rodrigues Filho como candidato a prefeito e Marcos Araújo, da mesma legenda, como vice. Já o Partido da Causa Operária (PCO) vai repetir a candidatura da professora Lourdes Sarmento, que concorreu à prefeitura nas eleições de 2004. Ela terá como vice o operário da construção civil Antônio Alfredo da Silva.

Disputa na Câmara
O medo de perder espaço na disputa pelas 21 vagas disponíveis na Câmara de vereadores fez com que a maioria dos partidos olhasse com desconfiança para as alianças proporcionais. Um exemplo disso foi visto entre os 16 partidos do bloco que dá sustentação à candidatura do prefeito Ricardo Coutinho à reeleição. O motivo é o limite imposto pela Justiça Eleitoral, determinando a inscrição de apenas 42 candidatos por coligação.

Por conta disso, as 16 legendas foram desmontadas em cinco blocos com o objetivo de eleger entre 16 e 18 vereadores para a Câmara Municipal, segundo avaliação de Antônio Barbosa, coordenador do Conselho Político criado para gerir as alianças. As coligações proporcionais da base de Ricardo são formadas por PPS-PSC-PCB, PT-PTB-PCdoB, PRP-PTC-PV, PSB-PP-PTdoB-PRTB-PRB e PMDB-PSL.

Já a coligação encabeçada pelos tucanos terá a coligação na proporcional do Democratas com o PSDC. Os dois vão lançar 42 candidatos a vereador. A outra é formada por PDT e PSDB. O senador Efraim Morais, presidente estadual do DEM, enfatizou que a coligação permitirá que os partidos tenham uma boa representatividade na Câmara Municipal.

As outras legendas repetiram na proporcional a mesma composição da disputa pela majoritária.


Redação Terra