Rio de Janeiro (RJ)

Quarta, 30 de julho de 2008, 02h22

Rio: candidatos dizem o que farão contra a dengue

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A dengue, que matou como nunca este ano no Rio, pode provocar uma nova epidemia no período em que o próximo prefeito estará assumindo.Confira abaixo o que cada candidato pretende fazer para minimizar os danos causados pela doença e, sobretudo, evitar mortes.

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Marcelo Crivella (PRB)
"Elevaria a cobertura do Programa de Saúde da Família. Realizaria grande campanha educacional para que a população não deixe a água limpa se acumular."

Jandira Feghali (PCdoB)
"Colocaria equipes para fiscalizar ferros-velhos e locais de acúmulo de larvas. Faria campanhas para esclarecimento. Abriria os postos de saúde à noite."

Eduardo Paes (PMDB)
"Vamos formar agentes de saúde para estar o ano todo nas comunidades alertando as pessoas para os risco de se deixar água parada".

Fernando Gabeira (PV)
"A convergência para os hospitais é um erro. Ampliaria o Programa Saúde da Família, estenderia o horário dos postos e melhoraria o diagnóstico."

Solange Amaral (DEM)
"No período em que o perigo de contrair a doença fica mais evidente, pretendo intensificar os programas de prevenção. Faria trabalho de conscientização de longo prazo."

Chico Alencar (PSOL)
"Deixaria a coordenação do combate à doença com a Fiocruz. Investiria na educação preventiva através das escolas".

Alessandro Molon (PT)
"Reduziria de 40% para 10% o índice de pendência de imóveis não vistoriados. Investiria na capacitação dos agentes de saúde e no Programa Saúde da Família."

Paulo Ramos (PDT)
"Mobilizaria todos os servidores numa campanha preventiva para orientar a população."

Embora alguns candidatos a prefeito não saibam, especialistas concordam que é improvável a ocorrência de outra epidemia de dengue no município do Rio em 2009. O alto índice de focos do mosquito na cidade, porém, sugere que o sucessor de Cesar Maia terá dois caminhos a seguir: um deles, o mais fácil, é sentar em cima da queda do número de casos - já que grande parte da população está imune ao vírus do tipo 2. O outro é arregaçar as mangas antes que o tipo 4 se instale de mala e cuia nos ferrões dos milhares de aedes aegypti cariocas.


O Dia