Rio de Janeiro (RJ)

Terça, 22 de julho de 2008, 02h26 Atualizada às 02h25

Crivella critica Maia e epidemia de dengue no Rio

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"Tenho ouvido na rua o povo dizer epidemaia". Foi assim que o candidato Marcelo Crivella (PRB) se referiu ao prefeito Cesar Maia ao falar do surto de dengue que matou 87 pessoas este ano apenas no município. A declaração foi dada em entrevista à rádio Saara. Esta foi a primeira vez que o senador criticou abertamente o alcaide depois que Maia, no último sábado, acusou ao candidato e ex-bispo da Igreja Universal de não ser "um homem de Deus" e de adotar um "chaguismo transmutado".

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"O nome do prefeito é Cesar Maia, então o povo reuniu: epidemaia", explicou Crivella. "O prefeito não submeteu o interesse público ao seu ego desvairado e cego e à sua ambição insaciável e desmedida. Eu não vou fazer isso."

Cesar Maia não deixou barato e respondeu:

Mas se ele frauda a sua própria condição de bispo da Igreja Universal, tentando ocultar sua condição, que credibilidade pode ter ? Ele (Marcelo Crivella) responsável indireto pela chacina de três rapazes do morro da Providência", devolveu.

Crivella andou pela ruas do mercado popular e cumprimentou os lojistas da Saara e os trabalhadores do camelódromo da Uruguaiana. Mesmo ouvindo reclamações da diretoria da associação sobre a atuação dos camelôs na região, Crivella se esquivou ao falar dos trabalhadores ilegais.

"A informalidade não é o caminho, mas também não deve ser combatida com violência", respondeu o candidato, referindo-se ao trabalho da Guarda Municipal. "Hoje, 25% da população da cidade vive do subemprego."

Antes da Saara, o senador passou pelo mercado das Flores, também no Centro. Em 15 dias de campanha, Crivella ainda não fez corpo-a-corpo na zona Sul da cidade, lugar onde ele teria a maior rejeição.

"Já fiz cerca de 130 reuniões, desde agosto do ano passado, em residências da Zona Sul", defendeu-se o senador. "Nessa área, a minha entrada é diferente."


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