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Você Sabia?

 
 

O feto produz fezes e urina dentro do útero?

Os bebês liberam líquidos e outras substâncias no útero, como urina, saliva e células da pele, mas dificilmente defecam. O pediatra neonatologista Mario Celso Schmitt, de Blumenau (SC), explica que a maior parte das secreções são normais e não causam nenhum desconforto ao feto e à gestante.

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Porém, as fezes do feto, chamadas de mecônio, podem trazer problemas. O mecônio é um material fecal de cor esverdeada bem escura, formado a partir do alimento que chega ao feto pelo cordão umbilical.

O mecônio é liberado de duas formas. A primeira delas é por maturidade, em bebês prontos para nascer, indicando que o intestino funciona bem. A segunda é no caso de sofrimento do feto, pois quando ele está mal oxigenado, aumenta a contração dos intestinos e relaxam-se os esfíncteres (estrutura composta por músculos que controlam o grau de amplitude de determinado orifício).

De acordo com a médica obstetra e doutora em obstetrícia Melania Amorim, de Pernambuco, nessa situação é importante monitorar o feto. Caso sejam detectados padrões anormais na freqüência cardíaca, é indicado que seja feita uma cesariana para acelerar o nascimento ou que se utilize o fórceps (aparelho que auxilia a retirada da criança do útero).

Depois do nascimento, se o bebê apresentar alterações de cor de pele, freqüência cardíaca, respiração ou irritabilidade, é preciso fazer uma aspiração para retirada do mecônio ou ainda fazer uso de oxigênio para normalizar a respiração.

Em um feto bem oxigenado, que elimina mecônio apenas porque está maduro, a presença do material não traz problemas. "Esse feto pronto para evacuar a cada instante também urina dentro da barriga", conta Melania. Aliás, a urina é a principal fonte de produção do líquido amniótico, que é o líquido que protege e banha o feto dentro do útero. E quanto mais líquido, mais fácil fica a diluição do mecônio. Um bom volume de líquido amniótico indica que o sangue está irrigando os rins adequadamente.

O mecônio diluído dá o aspecto chamado de "tinto de mecônio" ou "mecônio fluido", que não causa problemas. Já foram encontradas evidências de que o feto pode evacuar algumas vezes dentro do útero e, ao nascer, o líquido está claro.

Se há pouco líquido amniótico e o mecônio está espesso, pode ter ocorrido uma pneumonia grave, chamada Síndrome de Aspiração Meconial. Porém, esse quadro só ocorre em bebês em sofrimento, com dificuldade de respiração dentro do útero e que, ao nascer, não têm os mecanismos fisiológicos para "clarear" o mecônio. Bebês saudáveis podem até aspirar mecônio, mas os mecanismos pulmonares normais entram em ação para eliminar a substância.

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Redação Terra