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29 de junho de 2013 • 16h30

Quantos átomos formam o corpo humano?

O corpo humano é formado por 7 octilhões de átomos e possui aproximadamente 10 trilhões de células; confira curiosidades

 

Se você nunca ouviu falar no termo octilhões, preste atenção neste número: 7.000.000.000.000.000.000.000.000.000 (são 27 zeros à direita). A gigantesca sequência é pronunciada como 7 octilhões e corresponde à quantidade de átomos que formam o corpo humano. Essa é apenas uma das incríveis curiosidades a respeito do que compõe a nossa matéria.

Células-tronco são vistas em tela de computador
Foto: Getty Images

No corpo humano, os átomos mais abundantes, que constituem a maioria das moléculas biológicas (proteínas, carboidratos, lipídeos e ácidos nucleicos), são o carbono, o oxigênio, o nitrogênio, o hidrogênio e o fósforo. Eles podem se combinar facilmente, formando uma grande variedade de compostos e compartilhando os elétrons da última camada de valência.

Além disso, são os elementos químicos que apresentam massas atômicas menores quando comparados com a grande maioria dos demais. Basta ver na tabela periódica que eles se encontram nas primeiras fileiras, indica o doutor em Ciências Biológicas Pietro Ciancaglini, professor titular do Departamento de Química da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FFCLRP-USP).

Átomos veteranos
Você é uma estrela. Pelo menos, parte de uma, já que os átomos do corpo humano se originaram de corpos celestes bilhões de anos atrás. O veterano, o hidrogênio, foi forjado no Big Bang (há 14 bilhões de anos). Já átomos mais pesados, como carbono e oxigênio, são 2 bilhões de anos mais jovens. Conforme Ciancaglini, eles são muito estáveis e, quando combinados com outros átomos, formam compostos ainda mais sólidos. “No corpo, os elementos químicos são renovados pela constante troca de células velhas por células novas”, explica. “Por exemplo, o glóbulo vermelho tem uma vida média de 120 dias”, cita o professor.

Bactérias são fundamentais para a sobrevivência humana
Foto: Getty Images

Domínio de bactérias
O corpo humano possui 10 trilhões de células, mas as bactérias estão presentes em número muito maior. Embora não sejam precisas, estimativas indicam a existência de ao menos 10 microrganismos (entre bactérias, fungos, amebas, vermes e parasitas) para cada célula. Só que essas bactérias, pode acreditar, são fundamentais para a sobrevivência humana.

Isso porque o desequilíbrio pode gerar doenças. “Por exemplo, no caso dos microrganismos que são encontrados na flora intestinal, podemos dizer que eles auxiliam no processo de metabolismo dos nutrientes, produzindo inclusive algumas vitaminas essenciais, facilitando a absorção e eliminando produtos que poderiam ser tóxicos, mas seu crescimento exagerado pode resultar em problemas de saúde”, esclarece Ciancaglini.

Juntos, mas separados
Os átomos que compõem a matéria jamais se tocam. São sete octilhões de átomos separados entre si. As ligações químicas (ligações covalentes, metálicas, iônicas, etc.) entre eles possibilitam os diferentes compostos. É o que forma a matéria.

Tais ligações são compartilhamentos de elétrons entre os diferentes átomos, os quais passam a fazer parte não apenas da nuvem eletrônica de um único átomo, mas dos dois átomos que agora estão unidos. Cada molécula é a base da formação dos diferentes compostos, que, por sua vez, compõem as diferentes células que constituem o corpo humano.

Vazio fundamental
Os átomos são compostos de grandes espaços “vazios”. Noventa e nove por cento, segundo a física quântica. A sua estrutura é similar à do sistema solar: uma parte central concentra a massa (núcleo/sol) e partículas giram ao seu redor (elétrons/planetas). Os elétrons, porém, se movimentam como ondas. Sua trajetória não é determinada por uma órbita regular, mas por um cálculo de probabilidades.

Conversa de células
O corpo humano é constituído por trilhões de células, compostas por octilhões de átomos, que se estruturam de forma altamente organizada, em tecidos e órgãos. Para manter o equilíbrio e a vitalidade do organismo, elas precisam “conversar” entre si. Isso acontece por meio de mensageiros químicos denominados hormônios. Eles podem ser produzidos por glândulas especializadas ou um órgão próprio.

Mais de 20 hormônios diferentes têm sido descritos e são constituídos por proteínas, peptídeos ou derivados de esteroides (conjunto de anéis de átomos de carbono ligados a um lipídeo). O desequilíbrio na produção de hormônios resulta em doenças como diabetes e hipotireoidismo.

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