Em decisão tomada na última sexta-feira, 25, professores e alunos da Universidade Federal de Tocantins decidiram entrar em greve a partir da próxima segunda-feira, 28. A paralisação, de acordo com a Seção Sindical dos Docentes da universidade (Sesduft), tem o objetivo de reivindicar melhores salários e condições de trabalho para a categoria.
Logo após a reunião dos docentes organizada pelo sindicato, um comunidado foi entregue à reitoria da universidade, que recebeu representantes do Comando Geral da Greve. O documento comunica que os professores decidiram, em assembléia geral extraordinária, parar por tempo indeterminado.
Alunos também aderiram à causa. Por carta, o Diretório Acadêmico do campus de Porto Nacional, cidade a 66 km de Palmas, pede "uma mudança no plano de carreira do professor em relação a piso e teto condizentes com as demais carreiras do Serviço Público Federal". O documento também explica que o diretório tentará amenizar ao máximo o prejuízo causado aos alunos por conta da greve.
O representante do Centro Acadêmico do curso de historia da UFT, Samuel Pereira de Morais, que estuda em Porto Nacional, estima que cerca de 60% dos alunos cruzem os braços em solidariedade aos professores.
"Quase 50 universidades federais já estão em greve pelo país. A UFT era a única da Região Norte que ainda estava em aulas, mas chegou a hora de nos mobilizarmos", afirma o estudante de história Bruno Mendes de Jesus.
O internauta Bruno Mendes de jesus, de Porto Nacional (TO), participou do vc repórter, canal de jornalismo participativo do Terra. Se você também quiser mandar fotos, textos ou vídeos, clique aqui.
