UFSC anuncia que irá acatar decisão da Justiça e abolir uso de animais

A utilização de cachorros e ratos como cobaias nas aulas foi considerada "cruel" pela Justiça, que deu prazo de um mês para a UFSC se adequar

29 mai 2013
13h19
atualizado às 13h24
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A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) informou nesta quarta-feira que não deve recorrer e que irá acatar a decisão da Justiça Federal, que determinou a proibição do uso de animais como cobais em aulas.

De com o professor Sérgio Fernando Torres de Freitas, diretor do Centro de Ciências da Saúde da UFSC, o uso de animais vem sendo gradativamente reduzido. Há três anos, eram utilizados 70 cães e 300 ratos, por semestre, para aulas práticas e teóricas. "Abolimos o uso de cães há dois anos e reduzimos a utilização de ratos para de trezentos por período para 80 ao ano", afirmou.

O professor ainda explicou que a UFSC vai buscar o uso de tecnologias para as aulas. O curso de medicina é o que requer maior atenção. Não estão descartadas as compras de robôs ou bonecos para o utilizar em aulas do curso.

"A universidade compreende o problema e irá buscar substituir o uso de animais pela tecnologia. Alguns pontos são mais fáceis, mas para atender outras necessidades, principalmente no curso de medicina, iremos abrir uma licitação", disse. "Já vínhamos reduzindo essa prática gradativamenre e a decisão da Justiça acelera esse processo", completou.

A decisão da Justiça Federal impõe um prazo de 30 dias e multa de R$ 100 mil em caso de descumprimento. "Vamos adiantar esse prazo e a partir da segunda-feira não usaremos mais animais em aulas", afirmou.

Decisão da Justiça

De acordo com a sentença do juiz Marcelo Krás Borges, tomada na segunda-feira, a universidade deve buscar “meios alternativos” para preparar os alunos. O magistrado condenou a “crueldade” com os quais os animais seriam submetidos no campus da UFSC. “A universidade economiza recursos e em contrapartida oferece um tratamento cruel aos animais, utilizando-os em experiências científicas ou terapêuticas”, assinalou na sentença.

Borges ainda comparou o uso de animais às práticas ilegais como as rinhas de galo. A ação foi movida por uma ONG, o Instituto Abolicionista Animal.

 

Fonte: Especial para Terra
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