O Conselho Universitário (Consun) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) concluiu a apreciação dos pareceres e a votação do relatório da comissão de avaliação da Política de Ações Afirmativas da instituição, que teve início no dia 3 de agosto e foi prorrogada para esta sexta-feira. Na reunião de hoje, foi aprovada a manutenção dos critérios para ocupação das vagas destinadas a egressos de escola pública com processo seletivo, a candidatos autodeclarados negros e a indígenas.
Outro assunto discutido foi a respeito de alunos com bolsa de estudos em escolas comunitárias. De acordo com a assessoria de imprensa da UFRGS, ficou decidido que escolas comunitárias não gratuitas não devem ser consideradas públicas quando o estudante é bolsista.
Além disso, foi aprovada também a criação da Coordenadoria de Acompanhamento do Programa de Ações Afirmativas, indicada pelo reitor, constituída por um coordenador, um vice-coordenador e por um conselho consultivo formado por representantes dos professores, alunos e técnico-administrativos da UFRGS, além de representantes especializados das oito áreas de conhecimento da universidade e de representante da sociedade civil ligado às ações afirmativas. A decisão aprovada hoje entra em vigor imediatamente, passando a valer para o Vestibular de 2013.
No dia 3 de agosto, o Consun definiu que a reserva de cotas da universidade permanece em 30%, mas com dez anos de vigência. Estudantes se mobilizaram e pediram a desvinculação das cotas raciais e sociais dentro da decisão do Conselho. Porém, a mesa decidiu que o sistema segue no padrão antigo: 15% para estudantes de escolas públicas e outros 15% para estudantes autodeclarados negros de escolas públicas.

