Educação

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25 de janeiro de 2011 • 12h25

Tem idade mínima para fazer intercâmbio? Confira

Já existem até intercâmbios para meninos e meninas a partir dos 10 anos
Foto: Getty Images
 

CARTOLA - AGÊNCIA DE CONTEÚDO
Especial para o Terra

Estudar no exterior durante a adolescência é ótimo para conhecer outras culturas, fazer amizades pelo mundo e dar os primeiros passos rumo à independência. Os programas têm se diversificado um bocado e já há até intercâmbio para meninos e meninas a partir dos 10 anos. Mas dá para mandar uma galera tão nova para tão longe?

Para a psicóloga Andrea Nieckele, especializada em psicoterapia de crianças e adolescentes, cada caso é um caso. Então, é preciso estar atento ao perfil desse pré-adolescente. "Alguns são mais maduros e tem mais facilidade em tolerar distâncias e ficar longe dos pais", diz.

De qualquer forma, os programas para essa idade costumam ser curtos, não passando de um mês. Pela Experimento, por exemplo, as crianças podem passar de duas a quatro semanas na Disney. É uma alternativa para substituir aquela viagem tradicional para a terra do Mickey, agora com uma maior vivência local. Além de irem aos parques de diversões, os participantes ficam em casas de família locais, tem aulas diárias de inglês e fazem passeios com a própria escola. "Eles interagem com pessoas de outros países, aprendem também sobre outras culturas", explica a gerente comercial da agência, Emília Miguel.

Andrea aconselha que os pré-adolescentes viajem amparados por um adulto. "A criança tem que ter um respaldo, alguém que possa bancar as suas dificuldades lá no destino final", explica. No caso da viagem para a Disney, um guia acompanha o grupo da Experimento em tempo integral. Porém, é claro, ele não estará presente em todas as situações que o aluno pode enfrentar, como quando está com a sua família hospedeira. Por isso, a maturidade emocional é tão importante. "Ele deve ter um grau de independência mínimo", concorda Emília.

Outro ponto que Andrea e Emília têm a mesma opinião é quanto às vontades desse intercambista. "Não pode ser um desejo só do pai ou da mãe, a criança deve ter as suas próprias motivações para fazer a viagem", lembra a psicóloga. Os pais têm que tanto estar tranquilos em mandar o filho para o exterior quanto não decidir de maneira equivocada, baseando-se apenas nos seus próprios anseios. "Às vezes eles não tiveram a chance de fazer um intercâmbio quando jovens ou fizeram e adoraram e podem acabar imprimindo os seus desejos na criança", pondera Andrea.

A família também deve avaliar os objetivos da atividade. Por ser de duração curta, o programa tem como foco a interação cultural e a vivência. O aprendizado do idioma é segundo plano. "Ele terá certo progresso, dependendo da dedicação, das companhias e do nível de conhecimento na língua que o estudante tiver", explica Emília, que dá a dica de evitar a convivência com outros brasileiros, porque isso dificulta a imersão no inglês. Ainda assim, a evolução é pequena, e a família deve ter consciência disso para não gerar frustrações. "É uma primeira experiência, um preparo para fazer outras viagens, como o high school, que aí sim tem foco na língua", afirma, sobre o programa em que o adolescente pode passar um ou dois semestres estudando o Ensino Médio no exterior.

Redação Terra