SP: professora que sugeriu 'cintada' e 'varada' em aluno é afastada

Secretaria afasta professora que sugeriu cintada em aluno em SP

27 jun 2012
09h52
atualizado às 10h13

"Quer conversar com o seu filho? Se a conversa não resolver acho que umas cintadas vai resolver", diz  o recado aos pais
"Quer conversar com o seu filho? Se a conversa não resolver acho que umas cintadas vai resolver", diz o recado aos pais
Foto: Reprodução

Rose Mary de Souza
Direto de Campinas

A Secretaria de Educação da Prefeitura de Sumaré, interior de São Paulo, anunciou no final do dia de terça-feira (26) o afastamento das funções por até 90 dias da professora que enviou um bilhete aos pais de um aluno de 12 anos sugerindo que eles aplicassem 'cintadas' e 'varadas' para educar o filho. A Prefeitura informou também que abriu uma sindicância para apurar o caso. O bilhete foi escrito em 12 de junho em papel com timbre da Escola Municipal José de Anchieta e encaminhado para os pais pelo próprio garoto. O aluno está matriculado na 5ª série e a professora leciona Português.

Veja casos de indisciplina nas escolas que causaram polêmica

Os pais dizem que reclamaram junto à direção da escola, mas como não tiveram nenhuma resposta até que o caso fosse divulgado pela imprensa. O bilhete diz: "Quer conversar com o seu filho? Se a conversa não resolver acho que umas cintadas vai resolver. Esqueça tudo o que esses psicólogos fajutos dizem e parta para as varadas".

Segundo a direção da escola, o bilhete não passou pela orientadora educacional e que, portanto, desconhecia a sua existência. A direção informou que não teria competência para aplicar qualquer sanção administrativa contra a educadora como também não poderia comentar sobre a questão o que competiria somente a Secretaria de Educação. A professora não compareceu a escola e seus colegas não repassaram seu endereço ou telefone para contato.

"É um absurdo achar que um bilhete desse foi escrito por uma professora", disse o pai do aluno, o comerciante André Luiz Ferreira Lima. De acordo com ele, o seu filho tem enfrentado problemas de aprendizado já que apresenta déficit de atenção. Há mais de um ano a família procurou a ajuda de psicólogo e psiquiatra para sanar o problema.

Para o pai, a divulgação dentro de sala de aula do fato que o menino estava passando por esse tratamento médico provocou um tipo de 'gozação' partindo da própria professora. "Ele (o menino) até queria ser transferido de escola, mas sabemos que essa é uma das melhores da cidade", comentou o pai. "Mas uma profissional escrever para a gente esquecer os psicólogos e partir para a agressão nos deixou indignados". Ele disse que vai aguardar a apuração dos fatos e espera que o filho deixe de ser humilhado.

Especial para Terra

compartilhe

publicidade
publicidade