Educação

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07 de janeiro de 2009 • 22h24 • atualizado às 17h00

Saiba qual o melhor momento para colocar seu filho na escola

É a necessidade e a possibilidade de cada família que aponta a melhor hora de colocar a criança na escola. Muitas, aos 4 meses de idade, já estão no berçário ou creche por conta da volta da mãe ao trabalho. E o bebê estará bem num local capaz de lhe dar, principalmente, acolhimento afetivo, além de condições e estímulos adequados ao desenvolvimento físico, motor e cognitivo.

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Se o berçário não está em foco, a partir de 1 ano pode ser interessante a ida da criança para a escola, quando sua movimentação motora se aprimora e ela, iniciando a marcha, vai ganhar maior possibilidade de expandir seu mundo.

A partir dos 18 meses, no entanto, é que a criança estará mais apta a usufruir da socialização, isto é, do convívio no grupo social da escola. Nessa fase, ela já tem maior independência verbal, motora, social e emocional para participar de experiências e se defender de possíveis adversidades, como dores, desconfortos e agressões.

Algumas famílias preferem combinar a entrada na escola com a retirada das fraldas, época em que a criança também estará mais avançada na comunicação para contar o que sente e até relatar algo do que fez no novo mundinho escolar. O critério não é fundamental, e a convivência da criança no grupo social pode até ajudar na retirada desse hábito, pela imitação.

Como regra geral, quanto mais nova a criança, menos ela se beneficiará da aventura de brincar em grupo, que está na base do processo de socialização. Os bebês pequenos não têm no ato de compartilhar o seu ponto forte, muito menos na capacidade de tomar uma decisão em conjunto sobre construir ou não um castelo, montar ou não um quebra-cabeças, por exemplo. Por isso é comum ver as crianças menores entretendo-se sozinhas, mesmo que ao lado de outras crianças.

O tempo de socializar será mais bem aproveitado quando a criança entende e não se sente ameaçada e insegura com a idéia de ficar longe dos pais. Essa compreensão, acompanhada de outros aspectos de maturidade no desenvolvimento, funciona como um passaporte para o menino ou a menina abrirem-se à estimulação intelectual, social, de hábitos e de linguagens. Em outras palavras, estão no ponto para explorar o universo fora do ambiente familiar: são curiosos, acham o mundo divertido e obtêm prazer com novos relacionamentos, tanto com amigos da própria idade quanto com adultos.

Qual a vantagem?
O convívio com os amigos e as diversas atividades conduzidas na escola por meio de brincadeiras vão ajudar seu filho a organizar o pensamento, a encontrar um lugar dentro de um grupo e a usar mais intensamente suas percepções e seus sentidos.

O treino da higiene e da disciplina são aprendizados importantes nessa fase escolar e preparam ou reforçam na criança habilidades para a conquista de sua independência. É bom lembrar que, na correria do dia-a-dia, nem sempre os pais têm tempo ou paciência de dar a devida atenção a esses temas.

Fora do ambiente familiar, a criança vivencia novos papéis em diferentes situações. Na escola, deixa de ser a caçulinha da casa, o centro das atenções, o pequeno ser desprotegido. Passa a fazer parte de um grupo e a enfrentar a vida em nova condição.

Cabe aos pais apresentar ao filho todos esses novos desafios de estar na escola como algo prazeroso e positivo. Com essa atitude, diminui a chance de a criança ressentir-se por ficar longe da família. De outra forma, se ir para a escola for apresentado como 'um sacrifício necessário', é possível que tudo se torne um castigo.

Fonte: Paula Bourroul, pedagoga, diretora de escola de educação infantil, orientadora e coordenadora pedagógica de educação infantil, ensino fundamental e ensino médio, consultora para avaliação de evolução e desempenho escolar (pbourroul@uol.com.br); Lidia Freitas, psicóloga clínica filiada ao Instituto de Psicanálise de São Paulo, presidente da Ação Solidária Contra o Câncer Infantil, consultora do Clube Johnson's Baby e educadora infantil (lidiafreitas@terra.com.br).

Redação Terra