Professores municipais decidem manter greve em São Paulo

O sindicato disse que a principal divergência com a prefeitura é em relação ao desconto dos dias parados

21 mai 2013
17h16
atualizado às 19h17
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Os professores da rede municipal de São Paulo decidiram nesta terça-feira prosseguir com a greve iniciada no dia 3 de maio. A decisão foi tomada durante assembleia conjunta com integrantes do Sindicato dos Profissionais em Educação do Ensino Municipal (Sinpeem) e Sindicato dos Professores e Funcionários Municipais de São Paulo (Aprofem), realizada em frente à prefeitura, no Viaduto do Chá, na capital paulista. Novo encontro foi marcado para sexta-feira, às 14h, no mesmo local. O ato reuniu cerca de 3 mil pessoas.

Os professores municipais de São Paulo decidiram manter a greve iniciada no último dia 3 de maio
Os professores municipais de São Paulo decidiram manter a greve iniciada no último dia 3 de maio
Foto: Bruno Santos / Terra

A categoria pede melhores condições de trabalho, combate à violência nas escolas, fim das terceirizações e redução do número de alunos por sala de aula. Os educadores reivindicam ainda reajustes de 6,55% retroativo a maio de 2011, 4,61% retroativo a maio de 2012 e 6,51% referente a 2013, totalizando cerca de 17%.

A Secretaria da Educação argumenta que assumiu o compromisso de conceder reajuste de 10,19% já para o mês de maio deste ano e outro de 13,43% para maio de 2014. Além desse reajuste, há a proposta de 0,01% retroativo a 2011, 0,01% retroativo a 2013 e 0,18% para este ano.

Antes da assembleia, os secretários de Educação, Cesar Calegari, e de Relações Governamentais, João Antonio, se reuniram com integrantes do Sinpeem e da Aprofem para uma tentativa de acordo. Porém, após a reunião, em Assembleia, os professores decidiram manter a greve.

O presidente do Sinpeem, Cláudio Fonseca, disse que uma das principais divergências foi em relação ao desconto dos dias parados. "Não há sindicato que aceite isso. É um compromisso nosso. O sindicato não faz greve contra a educação, contra o direito da população. Vamos repor os dias parados e não concordamos com o desconto", disse. O secretário Cesar Callegari não se manifestou após a reunião.

"Reivindicamos o pagamento dos dias parados para que a categoria possa devolver à população todos os dias em que esteve em greve. Pela primeira vez na história de São Paulo, nos últimos 15 anos, o governo se nega a pagar os dias. Diante disso, não podemos aceitar e decidimos a continuidade da greve", afirmou.

De acordo com ele, na reunião, o  governo apresentou algumas respostas a reivindicações para melhorar o ambiente escolar. "No entanto a reivindicação, quanto ao reajuste da categoria, manteve o 0,18% como reajuste geral para o funcionalismo, inclusive para os educadores", disse Fonseca.

Posição da Secretaria

Em nota, a Secretaria Municipal de Educação disse que formalizou nesta terça-feira um conjunto de dez propostas que vêm sendo debatidas e implementadas no âmbito da Mesa Setorial de Negociação. A pasta também disse que reitera o compromisso de pagar aos professores, ainda em maio, aumento de 10,19% e mais 13,43% em maio de 2014.

"A secretaria espera que, com essas medidas, as escolas que não estejam em pleno funcionamento retornem ao regular atendimento de todas as crianças", disse a pasta em nota.


Fonte: Terra
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