Professores dizem que não têm o que comemorar no dia deles

Professores dizem que não têm o que comemorar no dia deles

15 out 2009
17h48
atualizado às 18h44

Professores e profissionais da área de educação de São Paulo fizeram nesta quinta-feira, Dia do Professor, manifestação em frente à Secretaria Estadual da Educação, na Praça da República, pedindo melhores salários para a categoria.

O Sindicato de Especialistas de Educação do Magistério Oficial do Estado (Udemo) havia proposto que os professores participassem do protesto nus, mas o que se viu na Praça da República, no centro de São Paulo, foram cerca de 200 pessoas usando aventais que simulavam, com desenho, o formato do corpo humano. Alguns dos manifestantes também usaram narizes de palhaço no protesto.

"É o nu pedagógico. É uma metáfora em relação à situação educacional no estado de São Paulo, que é uma calamidade. É o desnudamento dessa educação deletéria que temos em São Paulo", afirmou o presidente do sindicato.

Segundo a presidente do Sindicato de Supervisores do Magistério Oficial do Estado de São Paulo, Maria Cecília Mello Sarno, o objetivo da categoria com o ato de hoje foi mostrar que não há nada para comemorar no Dia do Professor.

"Não tivemos nenhum reajuste no governo de José Serra, a não ser a incorporação de duas gratificações, o que dá um reajuste pífio de menos de 5% nos vencimentos", reclamou Maria Cecília. Ela informou que os professores e profissionais da educação do estado reivindicam reajuste para recompor perdas salariais desde 1998, o que corresponde a 27,5%.

A Agência Brasil procurou a Secretaria Estadual de Educação, que, no entanto, não se pronunciou sobre a manifestação.

Agência Brasil Agência Brasil

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