Educação

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15 de julho de 2011 • 18h13 • atualizado às 18h16

Professor: menos questões na prova da OAB não garante facilidade

 

A primeira fase do Exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que será realizado neste domingo em todo o País, terá uma novidade a partir desta edição: ao invés de responder a 100 questões objetivas num prazo de cinco horas, o candidato terá o mesmo tempo para fazer 80 perguntas. Segundo o professor Nestor Távora, coordenador do cursinho preparatório da LFG, isso não quer dizer que "sobrará" mais tempo para resolver as perguntas, muito menos que a prova será mais "fácil".

"Eu estou alertando os estudantes para que controlem o tempo. A FGV (Fundação Getúlio Vargas) pode apresentar questões mais extensas, que demandem maior interpretação", afirma. De acordo com Távora, se isso se confirmar, os candidatos terão que administrar o tempo para que não sejam surpreendidos no final do teste.

"A dica que eu dou é sempre deixar os últimos trinta minutos para preencher a grade de respostas. Se ficou alguma questão sem responder, deixa de lado, para não comprometer toda a prova", diz. Sobre o nível de dificuldade do exame, o professor afirma que deve se manter o mesmo padrão das seleções anteriores feitas pela FGV. "Não teremos nenhuma surpresa. Quem fez as últimas provas sabe o que será cobrado".

Para Távora, o elevado índice de reprovação no último exame - mais de 88% dos bacharéis em Direito foram reprovados - deixou os candidatos mais nervosos. "É natural que um índice de reprovação mais alto cause maior nervosismo, mas o candidato que estudou e está preparado deve manter a tranquilidade".

Para a bacharel em Direito Tâmira Giehl, 24 anos, é difícil controlar a ansiedade a dois dias do exame. Formada em 2009 pela Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), no interior do Rio Grande do Sul, ela vai prestar o exame pela quinta vez. "Acho que agora estou preparada, consegui estudar bastante. É preciso ficar mais calma, porque a angústia atrapalha muito na hora da prova", afirma.

Tâmira faz um cursinho preparatório pela internet e estuda cerca de seis horas por dia. "Eu separei as matérias e me foquei nas que tenho mais dificuldade. Assisti todas as aulas do curso, fiz anotações dos pontos mais difíceis e me foquei nas leituras", conta. Apesar de criticar a dificuldade do exame, a jovem considera o exame importante para selecionar os profissionais. "Só acho que eles estão exigindo demais, vários advogados já falaram que não teriam condições de passar em uma prova dessas. A faculdade também não prepara para isso", afirma.

Veja mais dicas para a prova
- Revisar os conteúdos de ética e o estatuto da OAB. Do total de 80 questões, 12 são sobre o assunto, o que garante um diferencial para o candidato que conseguir gabaritá-las. "O aluno precisa de 40 acertos para ser aprovado. Acertar as 12 já garante mais tranquilidade na aprovação", afirma Távora.

- Revisar as principais matérias que ainda não foram bem abordadas, na expectativa que isso garante maior tranquilidade no domingo. Mas o professor alerta: "o candidato não pode se dedicar ao estudo exaustivo nesta reta final. Isso pode causar mais nervosismo".

- Acompanhar as dicas de professores nas redes sociais. De acordo com Távora, muitos especialistas utilizam o Twitter e outras ferramentas para escrever dicas valiosas. "É uma fonte de apoio que pode ser explorada nestes últimos momentos".

- Começar a prova sempre pela área que o candidato mais domina. "Assim, o estudante vai gabaritando as questões que ele sabe. Isso dá mais segurança para depois responder as mais complexas".

Primiera fase
A primeira fase do exame será realizada em todos os Estados e no Distrito Federal, das 14h às 19h (horário de Brasília) de domingo. Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), responsável pela aplicação das provas, 121.309 candidatos se inscreveram para responder as 80 questões objetivas. Na última edição do exame, 106 mil bacharéis em Direito se inscreveram.

Para garantir a aprovação na primeira fase, o candidato precisa acertar no mínimo 50% da prova, ou seja, 40 questões objetivas. Na segunda etapa, que ocorre em 21 de agosto, os aprovados terão que redigir uma peça profissional e responder quatro questões.

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