Educação

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18 de setembro de 2009 • 10h10

Número de analfabetos funcionais cai em um ano, diz IBGE

Número de analfabetos funcionais cai em um ano, diz IBGE

Todas as regiões apresentaram queda desta taxa, mas o destaque foi a região Nordeste onde a queda atingiu um número bem superior a taxa média nacional: 1,9 ponto percentual
Foto: IBGE / Divulgação

Segundo os resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) 2008, divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de brasileiros maiores de 15 anos que eram considerados analfabetos funcionais caiu em relação ao ano anterior. Em 2007, o problema do analfabetismo funcional atingia 21,8% da população com mais de 15 anos. Em 2008, a taxa foi estimada em 21,0%, ou seja, 0,8 ponto percentual menor do que a de 2007.

São consideradas analfabetas funcionais, aquelas pessoas com 15 anos ou mais que têm menos de 4 anos de estudo completos - ou que não são capazes de ler mais e entender mais do que uma palavra ou uma frase curta. Ou, segundo definição da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), funcionalmente alfabetizada "é a pessoa que pode participar de todas as atividades em que a alfabetização é necessária para o funcionamento efetivo do seu grupo e comunidade e também para lhe permitir continuar a utilizar a leitura, a escrita e o cálculo para seu próprio desenvolvimento e da comunidade".

Em 2008, foram contabilizados, dentre as pessoas de 15 anos ou mais de idade, 30 milhões de analfabetos funcionais. Neste período, todas as regiões apresentaram queda desta taxa, mas o destaque foi a região Nordeste onde a queda atingiu um número bem superior a taxa média nacional: 1,9 ponto percentual.

Homens e mulheres
A taxa de analfabetismo funcional masculina (21,6% ) mostrou-se superior à feminina (20,5%) no ano de 2008. Esse resultado só apareceu invertido nas regiões Sudeste e Sul, onde as taxas de analfabetismo funcional das mulheres eram superiores às dos homens.

De acordo com informações da coordenadora da pesquisa no estado do Rio Grande do Sul, Carla Costa, essa disparidade em relação aos outros estados do País pode ser explicada pela cultura que existia de que as mulheres deveriam cuidar da casa e dos filhos, realidade esta que, segundo ela, está mudando.

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) é realizada anualmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para levantar informações da situação socioeconômica do Brasil, a partir da coleta de dados sobre população, migração, educação, trabalho, família, domicílios e rendimento. Na Pnad 2008, foram pesquisadas 391.868 pessoas e 150.591 unidades domiciliares, distribuídas em todos os Estados e Distrito Federal.

Redação Terra