Notícias » Notícias

 Líder estudantil chilena Camila Vallejo discursa em Munique
07 de fevereiro de 2012 19h05 atualizado às 19h41

Camila Vallejo conversou com estudantes alemães na Universidade Ludwig Maximiliam, de Munique. Foto: Luciano Alarcón/Especial para Terra

Camila Vallejo conversou com estudantes alemães na Universidade Ludwig Maximiliam, de Munique
Foto: Luciano Alarcón/Especial para Terra

Luciano Alarcón
Direto de Munique

Considerada como personalidade de 2011 pelo jornal inglês The Guardian, a estudante chilena de geografia Camila Vallejo discursou hoje para alunos da Universidade Ludwig Maximiliam, de Munique. Atual vice-presidente da Federação de Estudantes da Universidade do Chile, a líder e musa do movimento estudantil latino-americano, que nesta viagem pela Alemanha já passou por Frankfurt, Hamburgo e Berlim, chamou a atenção dos europeus para os problemas do ensino público que acarretaram em fortes manifestações contra o governo de Sebastián Piñera no ano passado.

"Não podemos aceitar que, no Chile, toda família tenha que se endividar para que um dos filhos possa ter ensino superior", disse. Camila explicou ainda que seu país precisa passar por uma reforma tributária para acabar com o que chamou de duas classes de estudantes (os "de universidades privadas subvencionadas e os de universidades públicas endividados").

Camila viaja pela Europa com a secretária-geral da Juventude Comunista do Chile, Karol Cariola, e com o dirigente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) Jorge Murúa, entre outros. Dia 9, está prevista uma entrevista coletiva na sede da Organização das Nações Unidas (ONU) em Genebra, Suíça.

Sobre os protestos no Chile
A mobilização estudantil chilena durante o ano passado foi a mais longa dos últimos anos e foi também o maior evento por mudanças sociais no país desde o retorno da democracia. Os estudantes realizaram protestos massivos, como o que ocorreu no dia 16 de junho, quando cerca 100 mil saíram às ruas de Santiago.

O movimento estudantil custou a Joaquin Lavín e Felipe Bulnes o cargo de ministro de Educação. Ambos renunciaram frente ao ânimo irredutível dos estudantes em terminar com as paralisações.

Em setembro do mesmo ano, o governo de direita do presidente Sebastián Piñera atingiu seus piores índices de aceitação: 27%. No mesmo período, a desaprovação do governo foi de 68%.

Especial para Terra
  1. Camila Vallejo chega para a conversa com estudantes alemães na Universidade Ludwig Maximiliam, de Munique

    Foto: Luciano Alarcón/Especial para Terra

  2. Líder estudantil viaja pela Europa acompanhada de outros personagens do movimento pela educação no país sul-americano

    Foto: Luciano Alarcón/Especial para Terra

  3. Camila foi considerada personalidade do ano de 2011 pelo jornal inglês The Guardian

    Foto: Luciano Alarcón/Especial para Terra

  4. Entre os acompanhantes de Camila está o dirigente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) do Chile Jorge Murúa (à direita)

    Foto: Luciano Alarcón/Especial para Terra

  5. Na Europa, Camila visitaria Alemanha, Suécia, Suíça e Itália

    Foto: Luciano Alarcón/Especial para Terra

  6. Secretária-geral da Juventude Comunista do Chile, Karol Cariola (à esquerda) também acompanha Camila na Europa

    Foto: Luciano Alarcón/Especial para Terra

  7. Estudantes acompanham o discurso dos chilenos em Munique

    Foto: Luciano Alarcón/Especial para Terra

  8. O movimento luta, entre outras coisas, por uma educação superior gratuita e de qualidade

    Foto: Luciano Alarcón/Especial para Terra

  9. Estudantes interessados em fazer parte do movimento puderam preencher ficha durante a palestra em Munique

    Foto: Luciano Alarcón/Especial para Terra

  10. Dia 9 de fevereiro Camila e Karol devem conceder entrevista coletiva na sede da ONU na Suíça

    Foto: Luciano Alarcón/Especial para Terra

/educacao/foto/0,,00.html