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 Governo chileno entrega nova proposta a estudantes
17 de agosto de 2011 20h32 atualizado às 21h00

O governo chileno entregou nesta quarta-feira uma terceira proposta aos estudantes que completam quase três meses de mobilizações, ampliando benefícios como o número de bolsas de estudo e uma redução dos juros dos empréstimos para financiar mensalidades de ensino superior. "Escutamos, ouvimos os estudantes. Estamos muito mais perto do que parece", disse o ministro da Educação, Felipe Bulnes, em uma mensagem ao país.

A proposta, a terceira depois do Grande Acordo Nacional de Educação (Gane), anunciado em 5 de julho, é divulgada nas vésperas de um novo dia de protesto convocado por estudantes e professores, perto de completarem três meses de mobilizações. A nova oferta gira em torno de financiamento, transferência dos colégios municipais para o Estado federal, fiscalização do cumprimento da lei e perspectiva de que as universidades privadas não obtenham lucro, além de assegurar a qualidade do ensino em todos os âmbitos.

Em relação às propostas anteriores, esta melhora uma oferta para avançar na entrega de bolsas de ensino e empréstimos de 40% para 60% dos alunos mais pobres. Aprofunda também uma redução dos juros de um sistema de empréstimos com aval do Estado, o qual a maioria dos estudantes utiliza para financiar seus estudos em universidades privadas.

O sistema, instaurado em 2007, tinha juros médio de 5,3%. Foi proposto primeiramente uma redução para 4%, que agora foi ampliada para 2%, semelhante aos juros cobrados pelas universidades públicas.

Em quase três meses de protestos, quase 2 mil manifestantes foram presos, cerca de 260 policiais e 36 civis ficaram feridos e mais de 200 mil estudantes estão em aulas, enquanto as principais universidades estão paralisadas. Além disso, cerca de 40 estudantes mantêm-se em greve de fome e alguns deles já cumpriram um mês em jejum.

AFP
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