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 Pela 1ª vez nos EUA, maioria dos doutorados vai para mulheres
15 de setembro de 2010 18h49 atualizado às 19h15

Pela primeira vez na história dos Estados Unidos, mais mulheres receberam doutorado que homens no país, o que confirma uma tendência que vem se manifestando há vários anos para uma feminização dos discentes. "Pela primeira vez na história, as mulheres são maioria nos doutorados", explicou Nathan Bell, principal autor do estudo anual da organização Council of Graduate Schools, especializada em ensino superior.

No conjunto dos títulos de doutor concedidos no ano acadêmico 2008-2009 nas universidades americanas, 28.962 foram obtidos por mulheres (50,4%), o que representa 493 títulos a mais que os 28.469 obtidos pelos homens (49,6%).

"Era algo que já se via, há algum tempo, ao observar o que acontecia no nível de diplomas inferiores: o crescimento era muito mais forte entre as mulheres do que entre os homens", disse Bell. Segundo o autor, desde 1986 há mais mulheres com mestrado do que homens nos Estados Unidos. No ano passado, elas obtiveram pelo menos 60% dos títulos de mestrado concedidos, destacou o estudo, que reuniu estatísticas de 800 universidades americanas.

Nos Estados Unidos, os doutorados são obtidos após uma média de sete anos de estudo, os mestrados com seis e as licenciaturas, com quatro. A disparidades apareceram no que diz respeito aos campos de estudo. Naqueles destinados ao ensino (idiomas, geografía...) - áreas em que se concede a maioria dos doutorados -, as mulheres são ampla maioria (67,3%), assim como no campo da saúde (70,2%).

As mulheres também dominam as artes e as letras (53,2%), a administração (61,5%) e as ciências sociais (59,6%).

Já os homens são maioria em outras áreas, como o setor de negócios (60,5%), matemática e ciências informáticas (73,2%), ciências físicas (66,6%) e engenharia (78,4%).

AFP
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