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 UEG quer solução para alunos com provas do Enade trocadas
11 de novembro de 2009 17h04 atualizado às 17h17

Márcio Leijoto
Direto de Goiânia

A pró-reitoria da Universidade Estadual de Goiás (UEG) encaminhou nesta quarta-feira um representante para o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) para saber o que é possível fazer pelos 246 alunos do curso tecnológico em Gestão de Turismo de três unidades da instituição que tiveram as provas do Exame Nacional de Desempenho do Estudante (Enade) trocadas pelas do curso de bacharelado em Turismo.

"Como são dois cursos distintos, com currículos diferentes, os alunos podem ser prejudicados, terem notas baixas e o curso sair com um conceito baixo injustamente. Mas precisamos ver o que o Inep vai falar e ver exatamente o que aconteceu nas três unidades antes de acionarmos o departamento jurídico da instituição", disse o pró-reitor de graduação, Roldão Aprígio de Souza. O temor do pró-reitor é que o MEC costuma punir cursos com notas mais baixas, "o que seria injusto nestes casos."

A troca atingiu os alunos dos cursos em Pirenópolis, Cidade de Goiás e Niquelândia. De acordo com a diretoria das unidades, a prova que fizeram trazia 75% das questões relacionadas exclusivamente ao bacharelado. O equívoco foi percebido depois que alunos conferiram no site do Inep o gabarito e notaram que havia duas provas - uma para cada curso. "E cursos instalados em cidades com alto potencial turístico, uma nota baixa pode prejudicar bastante", comentou o secretário estadual de Ciências e Tecnologia, Joel Braga Filho, a cuja pasta a UEG está subordinada.

"O bacharelado são quatro anos, enquanto o tecnológico tem só três e são mais voltados para a prática. Toda a parte teórica é bem mais extensa no bacharelado. Mesmo assim os alunos se saíram bem, o que é bom", disse a diretora educacional da unidade de Pirenópolis, Selma D'Abadia Oliveira. Ainda assim, ela acha que a nota vai ser mais baixa do que poderia, se as provas não tivessem sido trocadas. "E isso vai nos prejudicar, com certeza."

Reincidência
O problema não é inédito na instituição. No ano passado, alunos do curso de licenciatura em Informática também foram prejudicados durante o Enade, quando tiveram de fazer a prova preparada para o curso de Ciências da Computação. "Muitos reclamaram e não quiseram fazer a prova, mas os fiscais do Enade mandaram todos assinarem a prova, como se tivessem deixado ela em branco. Aí saiu quase todo mundo com zero", lembra o diretor da unidade de Silvânia, Wilson Tavares de Souza.

Wilson disse que procurou a pró-reitoria da UEG na época e que esta ficou de tomar as devidas providências. "Não sei o que aconteceu depois." Já o pró-reitor informou hoje que a diretoria da unidade ficou de buscar uma solução para o impasse. "Eu até ia pedir um relatório para saber o que foi feito para avaliar qual medida tomar agora", disse Roldão.

A assessoria do Inep foi procurada pela reportagem por telefone e pediu que as perguntas fossem encaminhadas por email. Até o momento não houve retorno.

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