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 MEC desmente informação de que Enem terá 2 versões de prova
20 de outubro de 2009 18h30 atualizado às 18h39

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O Ministério da Educação (MEC) divulgou uma nota na tarde desta terça-feira em seu site para esclarecer que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) - a ser aplicado nos próximos dias 5 e 6 de dezembro - não terá duas versões de prova. No comunicado, o MEC afirmou que a informação veiculada às 15h58 pelo portal de notícias G1 é "totalmente improcedente".

Segundo a nota, "não há qualquer conjectura para tal procedimento" e também "não houve a reunião anunciada", que teria ocorrido na manhã desta terça. As provas já estão sendo impressas na gráfica, acompanhadas por funcionários do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), desde o domingo passado.

O Enem 2009 ocorre no primeiro final de semana de dezembro e será aplicado das 13h às 17h30, com 4h30 de duração (no domingo, terá uma hora a mais por causa da redação). O exame trará 180 questões. No sábado, será aplicada a Prova I, com Ciências da Natureza e suas Tecnologias e Ciências Humanas e suas Tecnologias. No domingo, é a vez da Prova II, com Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, mais a Redação, e Matemática e suas Tecnologias.

Impressão
Segundo contrato assinado pelo Inep com a gráfica RR Donnelly Moore, a impressão da nova prova R$ 31,9 milhões. Além da impressão, segundo o jornal O Globo, a gráfica será responsável pelo manuseio, embalagem, rotulagem e entrega dos cadernos de provas. Os Correios farão uma operação especial de distribuição até os locais de prova.

Cancelamento Enem
O Ministério da Educação cancelou na madrugada do dia 30 de setembro a realização do Enem, que seria aplicado nos dias 3 e 4 de outubro, para mais de 4 milhões de pessoas em todo o País. O cancelamento ocorreu em virtude do vazamento da prova. As provas seriam aplicadas em 113.857 salas de 10.385 escolas do País. O exame foi remarcado para os dias 05 e 06 de dezembro.

A fraude foi descoberta depois que um homem telefonou para o jornal O Estado de S. Paulo informando que tinha em mãos duas das provas que seriam aplicadas no sábado pelo Ministério da Educação. A Polícia Federal indiciou cinco pessoas pelo crime. Os acusados responderão processo em liberdade.

Após a fraude, o Ministério da Educação rompeu o contrato com o consórcio Connasel, responsável pela aplicação do exame. A empresa, porém, nega falhas na segurança.

Redação Terra