O Conselho de Ensino, Pesquisa, Extensão e Cultura da Universidade Federal de Goiás (UFG) decidiu pela não utilização da nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no Processo Seletivo de verão. A reunião foi realizada na manhã desta quinta-feira.
De acordo com a pró-reitora de Graduação Sandramara Matias Chaves, a alteração das datas do vestibular para utilizar a nota do Enem acarretaria prejuízos à instituição, pois a UFG teria seu calendário acadêmico totalmente modificado com previsão do início das aulas para o final do mês de abril.
Com a decisão do Conselho de não aproveitar a nota do Enem no PS-2010/1, será publicado um edital complementar retirando do documento os itens que tratam das intenções da UFG referente ao exame.
As datas do vestibular estão mantidas, a primeira fase será realizada no dia 29 de novembro e a segunda fase, nos dias 20 e 21 de dezembro. O prazo para as inscrições ao concurso foi prorrogado até o dia 22 de outubro e podem ser realizadas pelo www.vestibular.ufg.br.
A Verificação de Habilidades e Conhecimentos Específicos (VHCE) ocorrerá nos dias 17 e 18 de dezembro. Nesta seleção a UFG oferece 5.499 vagas em 120 cursos distribuídos nos câmpus de Goiânia, Jataí, Catalão e Cidade de Goiás.
Dos 122 cursos, seis são oferecidos pela primeira vez: Biotecnologia, Museologia e Licenciatura em Dança em Goiânia; Educação Física e Fisioterapia em Jataí e Ciências Biológicas em Catalão.
Outras informações sobre o processo seletivo podem ser obtidas pelo site www.vestibular.ufg.br.
Cancelamento Enem
O Ministério da Educação cancelou na madrugada do dia 30 de setembro a realização do Enem, que seria aplicado nos dias 3 e 4 de outubro, para mais de 4 milhões de pessoas em todo o País. O cancelamento ocorreu em virtude do vazamento da prova. As provas seriam aplicadas em 113.857 salas de 10.385 escolas do País. O exame foi remarcado para os dias 05 e 06 de dezembro.
A fraude foi descoberta depois que um homem telefonou para o jornal O Estado de S. Paulo informando que tinha em mãos duas das provas que seriam aplicadas no sábado pelo Ministério da Educação. A Polícia Federal indiciou cinco pessoas pelo crime. Os acusados responderão processo em liberdade.
Após a fraude, o Ministério da Educação rompeu o contrato com o consórcio Connasel, responsável pela aplicação do exame. A empresa, porém, nega falhas na segurança.















