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 MEC terá campanha de esclarecimento do novo Enem
14 de outubro de 2009 16h25 atualizado às 16h29

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Fabiana Leal
Direto de Brasília

Em reunião na Comissão de Educação, Cultura e Esporte no Senado, o ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou que MEC fará em novembro uma campanha para consolidar os novos procedimentos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Segundo o ministro, a atividade visa orientar os estudantes e dar credibilidade ao processo.

"Queremos ganhar os dias de correção que perdemos com o adiamento (prova)", diz o ministro. A campanha deverá orientar os estudantes sobre a forma correta do preenchimento das respostas.

"Se o aluno assina a folha de presença no lugar errado dá um trabalho enorme. A identificação do erro leva dias, essa campanha vai ajudar a 'ganhar' dias", disse Haddad.

Segundo informações da assessoria do MEC, a campanha deverá ser feita por uma agência de Salvador, na Bahia, e o investimento deverá ficar entre 150 e 200 mil. Atores globais como Wagner Moura, Lázaro Ramos e Selton Mello, estão sendo cotados para participar da campanha.

Haddad passou o fim da manhã desta quarta-feira na Câmara dos Deputados também prestando esclarecimentos sobre o vazamento da prova do Enem.

Cancelamento Enem
O Ministério da Educação cancelou na madrugada do dia 1 de setembro a realização do Enem, que seria aplicado no último final de semana, 3 e 4 de outubro, para mais de 4 milhões de pessoas em todo o País. O cancelamento ocorreu em virtude do vazamento da prova. As provas seriam aplicadas em 113.857 salas de 10.385 escolas do País. O exame foi remarcado para os dias 05 e 06 de dezembro.

A fraude foi descoberta depois que um homem telefonou para o jornal O Estado de S. Paulo informando que tinha em mãos duas das provas que seriam aplicadas no sábado pelo Ministério da Educação. A Polícia Federal indiciou cinco pessoas pelo crime. Os acusados responderão processo em liberdade.

Após a fraude, o Ministério da Educação rompeu o contrato com o consórcio Connasel, responsável pela aplicação do exame. A empresa, porém, nega falhas na segurança.

Redação Terra
 
 
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