A demora na divulgação do resultado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), cuja data-limite é 5 de fevereiro, está tirando o sono de estudantes e das universidades federais do Rio de Janeiro. Por isso, o Ministério da Educação (MEC) pretende montar uma força-tarefa de profissionais para agilizar a liberação das notas.
O ministro Fernando Haddad negocia com o novo consórcio, formado pela Cesgranrio e Cespe, a contratação de um número extra de professores que ficariam encarregados de corrigir as provas de redação. O ministério acredita que, com essa data, o início das aulas nas universidades não será afetado em 2010. "Essa data para nós é satisfatória", afirmou Haddad.
O MEC poderá antecipar o prazo por pressão das próprias universidades. Assim, as instituições teriam tempo suficiente para convocar os candidatos para os seus vestibulares e não atrasariam o início do ano letivo. É o caso da UFF e UFRJ, que mantiveram as datas da segunda fase de provas em 20 de dezembro e 9 e 10 de janeiro, respectivamente, enquanto aguardam posição oficial do MEC.
Até ontem, quatro instituições - Unicamp, PUC-SP, USP e PUC-MG - já haviam abandonado o exame. Todas deram a justificativa do curto prazo para adotar a prova. Antes do vazamento do exame, a entrega dos resultados estava marcada para 4 de dezembro.
Estudantes que não quiserem mais fazer o Enem poderão pedir o dinheiro de volta. Candidatos de escolas particulares pagaram R$ 35 de inscrição. Alunos de colégios públicos foram isentos da taxa. A devolução deverá ser feita após a publicação das provas, marcadas para 5 e 6 de dezembro.
O ministro Haddad minimizou a desistência de universidades paulistas e mineiras. "Não é uma questão de deixar o Enem. É uma questão operacional. Essas universidades usariam as notas em suas primeiras fases, mas o resultado só sairá depois da segunda fase", disse.
Nos próximos dias, o Tribunal de Contas da União (TCU) inicia auditoria para apurar por que um consórcio pequeno e sem a experiência necessária foi contratado para um exame aplicado a 4,1 milhões de estudantes. "O Enem deveria ser feito sem licitação. A questão de preço compromete a qualidade", argumentou Haddad.
















