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 Haddad: nova data do Enem não compromete ProUni
08 de outubro de 2009 19h57 atualizado em 09 de outubro de 2009 às 10h54

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Laryssa Borges
Direto de Brasília

O ministro da Educação, Fernando Haddad, garantiu nesta quinta-feira que o adiamento das datas de prova do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) e a perspectiva de divulgação dos resultados dos exercícios em 5 de fevereiro não irá prejudicar os alunos que têm a intenção de pleitear uma vaga no ProUni, o programa do governo que garante bolsas de estudo a estudantes carentes em faculdades particulares.

O risco de prejuízo ocorreria porque o Enem é utilizado para a seleção dos alunos que pretendem requerer o ingresso no ProUni e, com o atraso na aplicação do Enem, as aulas nas universidades privadas já poderiam ter começado. "Um dos grandes problemas do passado do ProUni é que o calendário do ProUni era anterior ao da Fuvest e a Fuvest capta muitos estudantes de escola pública, que acabavam abandonando a bolsa do ProUni.

"Quando há uma coincidência de calendários de matrícula, é benéfico para o programa porque o programa se ressentia de ter seu calendário antecipado em relação ao calendário de universidades públicas", afirmou o ministro, que participou de reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre programas sociais.

Segundo o MEC, o cronograma do ProUni teve de ser reformulado pelo adiamento de dois meses na data do Enem, porém este adiamneto não prejudicará os alunos. Mesmo que os resultados do ProUni saiam mais tarde, ainda haverá tempo para as inscrições nas Universidades. Antes programadas para terminar em fevereiro, quando já ocorreria a pré-seleção de candidatos, as inscrições para o programa devem começar apenas na segunda semana desse mês.

De acordo com Haddad, o vazamento de questões na prova do Enem, que deveria ter sido aplicada no último fim de semana para mais de 4 milhões de estudantes do ensino médio, não compromete a credibilidade do exame, mas o aumento da importância dos exercícios, como forma de seleção para universidades, é um dos fatores que propicia uma maior visibilidade diante de falsários e pessoas que furtam provas.

"Todo o sistema de avaliação brasileiro é um sistema montado ao longo dos últimos anos e está entre os melhores do mundo. O sistema de avaliação da educação básica e superior no Brasil é referência mundial. É natural, é evidente que na medida do tamanho que ele ganhou, da importância que ele ganhou e do acesso que ele permite à educação superior, passou a ter um valor extremamente importante. Ele fica mais visado. É evidente que temos que considerar agora aspectos que não deveria ser considerados no passado recente", explicou.

O ministro ainda voltou a defender que o Enem possa ser elaborado por institutos de seleção sem a necessidade de um processo licitatório. "O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) sempre fica premido por circunstâncias envolvendo a Lei de Licitações entre um edital menos rigoroso e a (acusação) de favorecimento de um determinado instituto, de uma determinada fundação. O papel do gestor público é tentar equilibrar isso. A minha tese já é conhecida, digo e repito: é muito difícil licitar o Enem, é um exame que não deveria ser licitado, deveria ter um outro procedimento de contratação porque toda licitação envolve o componente de preço e, sempre que se envolve o componente de preço, você pode perder a qualidade do serviço em função dessa questão", disse.

Redação Terra
 
 
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