A Consultec, uma das empresas que integram o consórcio contratado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para aplicar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), divulgou nota nesta quinta-feira manifestando indignação em relação ao delito que gerou o vazamento do conteúdo do exame.
Em nota, a Consultec afirmou que "não existia subordinação entre os consorciados sendo, cada um deles, autônomo e independente no desenvolvimento das atividades pertinentes a cada um". No comunicado, a empresa divulgou que "durante a execução dos serviços assumidos, interagiu com o contratante nas definições e orientações inerentes ao exame, atendendo às exigências contratuais estabelecidas".
Em todas as etapas sob sua responsabilidade, disse também ter "agido com o rigor técnico e ético intrínsecos a cada atividade que compõe a realização do exame". Além disso, a Consultec afirmou ter colaborado efetivamente com os organismos públicos, atendendo às solicitações que lhes foram dirigidas pelas autoridades competentes para que os fatos que motivaram o adiamento da aplicação das provas fossem esclarecidos.
A empresa "repudiou ainda a atitude de um pequeno grupo de pessoas que vitimou a sociedade, a realização do exame e, inclusive, as empresas que integram o consórcio". "Indivíduos estes cuja apuração realizada pela Polícia Federal demonstrou que nunca mantiveram qualquer tipo de vínculo com a Consultec", finalizou o comunicado.
Cancelamento Enem
O Ministério da Educação cancelou na madrugada do dia 1 de setembro a realização do Enem, que seria aplicado no último final de semana, 3 e 4 de outubro, para mais de 4 milhões de pessoas em todo o País. O cancelamento teria ocorrido em virtude do vazamento da prova. As provas seriam aplicadas em 113.857 salas de 10.385 escolas do País. O exame foi remarcado para os dias 05 e 06 de dezembro.
A fraude foi descoberta depois que um homem telefonou para o jornal O Estado de S. Paulo informando que tinha em mãos duas das provas que seriam aplicadas no sábado pelo Ministério da Educação. A Polícia Federal indiciou cinco pessoas pelo crime. Os acusados responderão processo em liberdade.















