O ministro da Educação, Fernando Haddad, durante entrevista coletiva
Foto: Elaine Lina/Terra
Durante entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira, o Ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou que o adamento do Enem não prejudicará as instituições que vão utilizar os resultados do exame em seus processos seletivos. "Entramos em contato com os reitores e temos folga no calendário que será usada para não haver nenhum problema no processo. Ocorrerá a tempo de que os resultados sejam utilizados para os processos seletivos das instituições", afirmou.
Segundo o ministro, as provas provavelmente ocorrerão no mês de novembro. A data final deve ser definida até a próxima segunda-feira. Fernando Haddad disse que a realização das provas do Enem é prioridade número um neste momento, a segunda seria a apuração dos responsáveis.
Fernando Haddad, disse ainda que não há tempo de uma nova licitação para escolher uma nova empresa para realização da impressão e distribuição das provas. "Foi o único consórcio que se inscreveu para a prova. Não houve segundo lugar para redistribuir este trabalho.(...) Quem vai arcar com os custos são os responsáveis", disse o ministro. "A partir de hoje à tarde nós vamos nos debruçar sobre as questões jurídicas em relação ao consórcio", completou.
O ministro chamou a atenção também para o fato de que este ano os requisitos de segurança foram os mais rigorosos já exigidos em provas do Enem. Segundo ele, o vazamento de informações é bastante comum em concursos públicos. "A diferença, nesse caso, foi que a prova foi cancelada antes de ocorrer". Haddad afirmou que o que ocorre geralmente em casos de fraude é o cancelamento e a reaplicação das provas.
O cancelamento das provas
O Ministério da Educação cancelou na madrugada desta quinta-feira a realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que seria aplicado neste final de semana para mais de 4 milhões de pessoas em todo o País. O cancelamento teria ocorrido em virtude do vazamento da prova.
As provas seriam aplicadas nos dias 3 e 4 de outubro em 113.857 salas de 10.385 escolas do País.
De acordo com o jornal Estado de S. Paulo, por telefone, um homem procurou o jornal na tarde dessa quarta-feira e disse que tinha duas das provas que seriam aplicadas no sábado. Em troca da informação, teria cobrado R$ 500 mil. A decisão teria sido tomada pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, após tomar conhecimento do vazamento. O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Reynaldo Fernandes, disse ao jornal que "há fortes indícios de que houve vazamento, 99% de chance".
Haddad disse ao jornal que não teve acesso ao material da prova e confirmou o vazamento após consultar técnicos do Inep, com base em informações que teriam sido passadas pelo jornal ao ministro.
- Redação Terra


