O livro didático de história da Coleção Projeto Pitanguá, da editora Moderna, será recolhido da rede municipal de ensino do Rio por ter uma gravura considerada inapropriada para as crianças. A figura mostra um ritual de tribos indígenas do século dezesseis em que povos tupis executavam seus adversários para vingar os antepassados.
Uma apostila será distribuída pela Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro para não prejudicar os alunos do quarto ano do ensino fundamental. Porém, a data para a substituição ainda não foi divulgada. Como são os professores que escolhem os livros, a secretaria ainda não tem uma estimativa de quantos alunos estão usando o material.
Em nota, a secretaria disse que os livros didáticos da rede de ensino do Rio são escolhidos a partir de uma lista elaborada, avaliada e determinada pelo Ministério da Educação (MEC).
A Editora Moderna informou, em nota, que todas as ilustrações da edição 2005 do livro "Pitanguá História 3" são reproduções de pinturas ou gravuras históricas presentes em museus, bibliotecas e acervos públicos, cuja visita faz parte do currículo extracurricular dos estudantes dessa faixa etária. Por se tratarem de material histórico, inserido num livro de estudo de história, as ilustrações devem ser analisadas dentro de seu contexto de época e de cultura.
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Um livro distribuído este ano pela Secretaria Estadual de Educação de São Paulo para serem usados como material de apoio por estudantes da terceira série da rede estadual - crianças na faixa de nove anos - também gerou polêmica.
O "Dez na Área, Um na Banheira e Ninguém no Gol", publicado pela editora Via Lettera, conta com 11 histórias em quadrinhos que possuem em seu conteúdo palavrões e conotação sexual. Cerca de 1.216 exemplares chegaram às mãos dos alunos.
- Agência Brasil



