Duas das seis obras excluídas do programa Ler e Escrever por serem consideras "completamente inadequadas" para uso escolar serão devolvidas ou trocadas por outras obras pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
O secretário Paulo Renato Souza admitiu nesta quarta-feira que nem todas as obras foram lidas na íntegra antes de serem enviadas às escolas. O programa é voltado para o reforço da alfabetização de crianças de 6 a 10 anos. Foram gastos R$ 149 mil com as seis obras retiradas, dos quais R$ 53 mil com as devolvidas.
A professora Iara Prado, Considerada a "mãe" do Ler e Escrever, disse que os erros na seleção ocorreram porque o governo teve pressa para colocar os livros nas escolas. A rede estadual tem mais de 5 mil colégios e cerca de 5 milhões de alunos. As duas obras devolvidas são Um Campeonato de Piadas, considerado pela pasta como preconceituoso, e Dez na Área, Um na Banheira e Ninguém no Gol, com palavrões, conotação sexual e alusão ao crime organizado.
Uma sindicância deve apontar os responsáveis pela aprovação dos títulos. Iara Prado afirma que a aquisição e a distribuição dos livros paradidáticos duraram cerca de um ano, tempo que deve saltar para dois anos a dois anos e meio. Antes de ser adquirido, o livro passará pelo crivo de um especialista. Após a sindicância, o secretário promete punir os responsáveis. As editoras não se manifestaram sobre a troca ou devolução dos livros.
- Redação Terra



