A busca antecipada de informações facilitou a vida da doutora em História Cibele Rossetti de Almeida, que é professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Cibele apresentou a defesa da tese em janeiro de 2008 na Universidade de Bielefelt, na Alemanha, entrou com a solicitação no início de março e, no final de maio, já estava com o título reconhecido no Brasil.
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Quais as dicas para quem pretende estudar no exterior?
Cibele - Buscar informações a respeito da universidade e do curso. Tive acesso, por meio de colegas que estudavam na Universidade de Bielefelt, do nome dos professores do doutorado. É muito importante esse cuidado, sei de universidades brasileiras que têm convênios com outras no exterior de baixa qualidade. O aluno vai e estuda e quando volta não consegue o reconhecimento.
Por que é importante o reconhecimento do diploma no Brasil?
Cibele - Assim como no Brasil existe universidade picareta, fora do País também tem. Daí a importância da formalidade do diploma, que é uma forma de avaliar a qualidade do ensino.
Quais as maiores dificuldades para revalidar o diploma?
Cibele - A burocracia. Antes de chegar ao Brasil é preciso reunir alguns documentos, a não ser se o estudo tiver sido na França, que tem acordo especial com o Brasil. Além disso, é preciso que o diploma passe pelo consulado ou embaixada brasileira no país para verificação e seja feita a tradução por um tradutor juramentado.
Existe um padrão para a listagem dos documentos necessários?
Cibele - No site da UFRGS, onde solicitei a revalidação, tem uma listagem, mas as exigências são padrão e nem todas se aplicam a todos os cursos. Por exemplo, é solicitado um currículo, com as cadeiras cursadas e referidas notas, mas na Alemanha, não é exigido que se freqüente aulas. Diferente da França, Espanha ou Portugal, onde há um currículo de aulas a cumprir.














