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06 de outubro de 2012 • 09h35

Mundo precisa de mais 1,7 milhão de professores, diz ONU

 

São necessários mais 1,7 milhão de professores para atingir a educação primária universal até 2015, um dos oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) estabelecidos pelos países signatários da ONU há 12 anos. O alerta foi feito na sexta-feira por várias agências das Nações Unidas, como Unesco, Unicef e Pnud, a fim de marcar o Dia Mundial dos Professores.

O documento defende o treinamento adequado de professores e à garantia dos direitos dos docentes, incluindo salários justos e a valorização da igualdade e da autonomia profissional.

Em entrevista à Rádio ONU, o brasileiro Alexandre Lopes, eleito em 2012 o melhor professor do estado da Flórida, nos Estados Unidos, explicou a prioridade dele enquanto docente.

"Eu acredito que a educação é a solução de qualquer problema. Quando uma pessoa decide que vai tornar-se um professor, querendo ou não essa pessoa torna-se altruísta. O foco não está mais nessa pessoa, o foco passa a estar nos alunos. O meu dever é para com os meus alunos, antes de ser para comigo mesmo", destacou o professor.

A Unesco ressalta que não pode haver ensino de qualidade sem docentes competentes e motivados. Para marcar a data, a agência da ONU lançou uma estratégia para 2012-2015, que busca diminuir a falta de professores (sobretudo na África Subsaariana), melhorar a qualidade do ensino e promover debates globais sobre educação.

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