Mudança na graduação de médicos mostra "improvisação", diz AMB

Entidades médicas não dialogarão com o governo até que a medida provisória que cria o programa Mais Médicos seja derrubada

1 ago 2013
07h24
atualizado às 07h50
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A Associação Médica Brasileira (AMB) diz que abrir mão do segundo ciclo - dois anos a mais na graduação de medicina propostos pelo programa Mais Médicos - mostra "o grau de improvisação do governo". A AMB voltou a criticar o programa após o governo apresentar uma proposta que mantém o curso de medicina com seis anos e torna obrigatória a residência médica no Sistema Único de Saúde (SUS) a partir de 2018.

Segundo o diretor da Associação Médica Brasileira (AMB), José Bonamigo, as entidades médicas - Conselho Federal de Medicina (CFM), Federação Nacional de Medicina (Fenam) e Associação Nacional dos Médicos Residentes (ANMR) - decidiram em reunião em São Paulo que não dialogarão com o governo até que a Medida Provisória (MP) 621/2013, que cria o programa, seja derrubada no Congresso Nacional. As entidades reúnem-se novamente nesta quinta-feira em Brasília.

"Não há condições para ampliar nem a residência médica [para atender a todos os formandos - hoje apenas 50% conseguem vaga], nem as faculdades de medicina na velocidade que o governo quer", diz Bonamigo.

Na outra ponta, a do ensino, as instituições de ensino particulares receberam a notícia da residência com otimismo; com isso, o curso continua com seis anos. Segundo o Fórum das Entidades Representativas do Ensino Superior Particular, a residência obrigatória no SUS é positiva "desde que seja proporcionado o ambiente adequado para a prática", diz o assessor do fórum, Solon Caldas.

Caldas critica, no entanto, a obrigatoriedade. "A residência no SUS deve ser opção do aluno". De acordo com o assessor, a maioria dos alunos busca uma especialização, mas nem sempre no SUS.

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Agência Brasil Agência Brasil
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