Ministro compara resistência ao Mais Médicos à adoção do Enem e das cotas

Mercadante disse que políticas novas, como o Enem e as cotas, também enfrentaram grandes protestos quando foram propostas pelo governo

17 jul 2013
12h28
atualizado às 12h28
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O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, defendeu nesta quarta-feira o programa Mais Médicos, lançado pelo governo federal na semana passada como forma de melhorar a saúde pública no Brasil. Para Mercadante, os protestos contra as novas medidas são semelhantes à resistência ocorrida na época da implantação do sistema de cotas e da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). 

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Em protesto em São Paulo, manifestantes exibiram caixões com rostos dos ministro Aloízio Mercadante e Alexandre Padilha, além da presidente Dilma Rousseff
Foto: Bruno Santos / Terra

"A resistência do Enem foi a mesma, a indústria de vestibular não queria. Também tivemos resistência com a política de cotas", defendeu. Ontem, médicos e estudantes de medicina saíram às ruas de diversas capitais para protestar contra as medidas do governo.

Segundo Mercadante, a "importação" de profissionais formados no exterior visa atender ao déficit de médicos que existe no País. "Seja do ponto de vista de médicos trabalhando ou de cursos de medicina, faltam médicos no Brasil".

Mercadante disse ainda que o segundo ciclo de formação de medicina, com dois anos de estágio no Sistema Único de Saúde (SUS), vai colaborar para melhorar a situação da saúde pública. "Queremos ter uma melhor política pública de distribuição dos médicos. São dois caminhos para melhorar essa situação."

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, também respondeu às críticas da oposição  das entidades médicas sobre o programa Mais Médicos. "Saúde não se faz sem profissionais de qualidade. Hospital bem estruturado sem médicos é como se fosse hotel de luxo e não oferece nada. (São) médicos comprometidos que fazem a diferença para salvar vidas", disse durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).

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Padilha voltou a afirmar que a contratação de médicos estrangeiros não vai eliminar postos de trabalho dos profissionais brasileiros. "Estamos fazendo chamada nacional para oferecer aos médicos brasileiros oportunidade de irem para a periferia ou o interior. Caso não existam médicos em número suficiente, chamaremos médicos estrangeiros."

O titular da pasta ressaltou que, até 2014, mais de 35 mil postos de trabalho para os profissionais de saúde devem ser criados no País. "Não testamos tirando emprego de médico brasileiro, pelo contrário, estamos gerando emprego", disse Padilha.

O ministro disse ainda que a criação do segundo ciclo de curso de medicina, prevista no Programa Mais Médicos, tem como finalidade a especialização do profissional. "Queremos fazer uma profunda mudança na formação do profissional médico. Não é à toa, que vários países adotaram (isso)", disse. "É uma forma de ter o conhecimento completo e não em partes", defendeu.

Fonte: Terra
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