Menina sofre pressão após criar página sobre problemas da escola

27 ago 2012
18h23
atualizado às 18h53

Irritada com problemas da escola onde estuda, a adolescente Isadora Faber, 13 anos, conheceu o blog de uma menina escocesa que postava todo dia a merenda do colégio. Foi a inspiração para criar uma página no Facebook para reclamar do ambiente escolar em Florianópolis (SC). O que ela não esperava era o sucesso da iniciativa. O que ela esperava era a pressão dos responsáveis.

Menina criou página para que problemas da escola fossem resolvidos
Menina criou página para que problemas da escola fossem resolvidos
Foto: Reprodução

"A Isadora sempre foi uma garota muito tímida, mas bastante questionadora e crítica. A internet foi uma válvula de escape", diz a mãe, Mel Faber. Criada em 11 de julho, a página Diário de Classe tinha, por volta das 18h20 desta segunda-feira, 9.142 fãs na rede social. "Eu imaginava no máximo 100 pessoas", diz a adolescente.

A estudante começou mostrando maçanetas quebradas, fios de eletricidade expostos e outros problemas na escola municipal Maria Tomázia Coelho, na capital catarinense. Aos poucos, os problemas foram sendo resolvidos. No dia 17 de agosto, ela posta foto de maçaneta consertada. No dia 22, dos fios. Mas o que era para ser um canal para melhorar a qualidade do local de ensino virou uma dor de cabeça para a menina.

"Eu disse para ela: 'Isadora, pensa no seguinte - isso não vai ser só Facebook, tu vais ter que encarar a escola e a repercussão'", previa a mãe, que sempre apoiou a iniciativa da menina. Segundo Mel, a filha sofreu represália na escola e os pais foram chamados. A mãe foi conversar com a diretora e afirma que sofreu ameaça de ser processada.

"Cozinheiras ficam rindo, dizem 'lá vem a fotógrafa', e professoras ficam dando indiretas", diz a adolescente. Mas Isadora diz que encara de frente e que, com o apoio recebido na internet, vai seguir com a página.

Ao saber do caso, a secretária municipal de Educação, Sidneya Gaspar de Oliveira, convocou para terça-feira uma reunião com a diretora da escola, Liziane Díaz Farias, e com as diretorias de Infra-Estrutura e de Ensino Fundamental para apurar as denúncias de pressão da escola.

Fonte: Terra

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