Médicos estrangeiros recrutados pelo governo terão de falar português

22 mai 2013
08h25
atualizado em 24/5/2013 às 13h12
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Médicos estrangeiros recrutados pelo governo federal para trabalhar em áreas carentes do Brasil terão de fazer um teste de proficiência em português. Esses profissionais, porém, serão dispensados do teste teórico e prático para revalidação do diploma, batizado de Revalida, que afere conhecimentos médicos. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que profissionais dispostos a participar do programa, agora em fase de detalhamento, terão de comprovar conhecimento da língua para receber o registro provisório. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A estratégia de recrutar médicos formados no exterior para trabalhar no País vem sendo estudada pelo Ministério da Saúde desde o ano passado. A proposta, de acordo com Padilha, seria uma alternativa para resolver, a curto prazo, o problema de falta de médicos no País. Outras medidas incluem a criação de vagas para cursos de Medicina e de especialização, mas com resultados esperados para médio prazo, segundo o Estado. Para o ministro, 2.810 cidades podem receber profissionais de outros países.

Contratação de médicos estrangeiros
A polêmica começou no dia 6 de maio quando o governo anunciou que estuda alternativas para suprir a deficiência de profissionais nas regiões mais remotas do País e analisava a possibilidade de trazer médicos de países como Portugal, Espanha e Cuba. De imediato, o Conselho Federal de Medicina (CFM) criticou a proposta e, na última semana, entrou com uma representação da procuradoria-Geral da República contra a medida.

Segundo o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, os cerca de 6 mil médicos que devem ser contratados vão permanecer no País temporariamente, por um período de até três anos. "Se discute trazer médicos de fora que tenham registro em seu país de origem, que trabalhariam por, no máximo, três anos, em regime provisório. Teria tutoria de universidades e trabalhariam exclusivamente no Sistema Único de Saúde (SUS), em áreas de carência de médico", disse. 

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Fonte: Terra
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